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UFG lança coleção literária virtual sobre educação ambiental

Projeto de extensão inovador disponibiliza livros ficcionais sobre educação ambiental

14 de setembro de 2020
UFG lança coleção literária virtual sobre educação ambiental

Ilustração de tatus, do livro Bolon.

O projeto de extensão Reativar: Agroecologias e Interculturalidades,  da Universidade Federal de Goiás (UFG), lançou a Coleção Reativar de e-books. O projeto é inovador ao trazer livros ficcionais sobre educação ambiental, com o objetivo de divulgar as descobertas científicas da área de uma forma mais lúdica e estimulante para estudantes da rede pública de ensino.

Na página da coleção, você pode acessar os e-books O Giro de Bolon: História Ambiental para Grandes Crianças e Pequenos Adultos e O Verde de Minha Roça Vem de Marte: Aventura Socioambiental no Lado Mais Escuro da Terra. Ambos contam com a autoria de Alexandre Martins de Araújo, professor da Faculdade de História (FH/UFG) e ilustrações Sabrina Costa Braga.

O professor explica que a ideia surgiu como um desafio, ao reunir a escrita científica com uma linguagem narrativa ficcional. “Uma imensidão de pessoas não acadêmicas perde a oportunidade de alcançar a compreensão acerca de importantes fenômenos socioambientais que as atingem muito diretamente em seu dia a dia”, destaca.

O enredo das obras são carregados com análises críticas socioambientais. O professor Alexandre destaca a necessidade de se valorizar os conhecimentos tradicionais para preservar tanto a natureza, quanto ao conhecimento popular de um povo como todo. “Os conhecimentos agroecológicos tradicionais não nos informam apenas sobre como, onde e o que plantar, nos ensina também sobre a existência de uma diversidade de outras maneiras de ver e viver o mundo”.

Alexandre, que já havia publicado anteriormente o livro A Odisseia de um Jatobá revela que há mais uma obra em desenvolvimento para a Coleção Reativar.

Projeto Reativar

O projeto de extensão Reativar: Agroecologias e Interculturalidades, muito além da produção dos livros, tem como objetivo trazer reflexões e ações a respeito da “autonomia das unidades domésticas, soberania alimentar e nutricional e promoção da diversidade cultural e ecológica”. Isso se dá por meio da interação entre professores e estudantes da Rede de Estudos, Atividades Ambientais e Resiliências (Reativar/UFG), da FH/UFG, do Centro Primavesi de Agroecologia (CEPA) da Escola de Agronomia, do Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena da Faculdade de Letras e de moradores de setores periféricos da grande Goiânia em situação de vulnerabilidade social.

“O Projeto Reativar possui uma abrangência e relevância ao recriar práticas agrícolas tradicionais no espaço dos moradores”, explica Lucilene Sousa, Pró-Reitora de Extensão e Cultura da UFG. Ela ainda afirma que os livros serão distribuídos em escolas, assim que a pandemia acabar e completa: “Isso mostra  a relevância de toda e qualquer das ações de extensão da universidade, ao levar o conhecimento científico para a comunidade externa com suas ações e transforma junto com a comunidade”.

Na introdução da página da Coleção Reativar, a própria Pró-Reitora destaca o objetivo de se criar “uma ciência capaz de construir conhecimentos que transformem o mundo por meio de um verdadeiro diálogo entre vozes que emergem de diferentes experiências territórios e de grupos acadêmicos engajados na luta pela construção de práticas alimentares saudáveis, social, econômica e ambientalmente sustentáveis, e que resguardem os direitos dos sujeitos envolvidos”.

No capítulo “Bate-Papo com o professor”, que serve como uma introdução para o e-book O Giro de Bolon, o professor e autor Alexandre revela que abordar “a dimensão atual dos problemas que emergem das interações entre seres humanos e ambiente e as questões adaptativas que delas decorrem”, é uma proposta do livro, corroborando com a ideia do projeto Reativar.

A produção dos livros se baseia em 20 anos de desenvolvimento de pesquisas para reconhecer terras quilombolas, práticas e usos de plantas do Cerrado para curas; estudos sobre os processos geradores de impactos socioambientais em áreas de projetos florestais para plantação de eucalipto e elaboração de relatórios técnicos de identificação e delimitação (RTID) de terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos.

 

Fonte: Augusto Araújo/Secom-UFG

Redação Antes do Ponto Final

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