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Antiga usina hidrelétrica de Cidade Ocidental é tombada como patrimônio estadual

Decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Esse é mais um avanço do ponto de vista da preservação do patrimônio histórico goiano.

16 de novembro de 2020
Antiga usina hidrelétrica de Cidade Ocidental é tombada como patrimônio estadual

Vista externa do prédio da Primeira Usina Hidrelétrica do Distrito Federal / Acervo da SUPHA.

O Governo de Goiás publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE), o decreto de tombamento histórico e artístico da antiga usina hidrelétrica da Cidade Ocidental, município goiano localizado no Entorno do Distrito Federal. Esse é mais um avanço do ponto de vista da preservação do patrimônio histórico goiano, já que ela foi a primeira Usina Hidrelétrica do Distrito Federal e também mantém preservadas infraestruturas construídas ainda no período colonial do Brasil.

Em 2014, a Superintendência do Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico da Secretaria de Estado de Cultura (Secult Goiás) produziu a instrução do processo e o parecer técnico, comprovando os valores históricos, simbólicos e cognitivos da usina, além de estudos técnicos.

Inicialmente, o local, conhecido também por Usina do Ribeirão Saia Velha e construído por aproximadamente dois mil escravos, foi usado para a canalização no ribeirão, com o objetivo de levar água para as minas de ouro do Arraial de Santa Luzia, atual cidade de Luziânia.

O Ribeirão recebeu em 1954 autorização para aproveitamento de energia hidráulica da cachoeira, que, na época, se localizava no município de Luziânia. A implantação da 1ª Usina Hidrelétrica de Brasília somente se concretizou em razão da construção de Brasília, pois foi construída para fornecer energia para a construção da nova capital.

O fornecimento de energia pela Usina ocorreu por curto período de tempo, de 1957 a 1962, e foi destinado a fornecer energia apenas para escritórios, oficinas, serrarias, olaria e residências da NOVACAP, além do aeroporto.

Vista interna do prédio da Primeira Usina Hidrelétrica do Distrito Federal e do acervo de maquinário existente/ Acervo da SUPHA.

Valor simbólico e cognitivo

Além dos aspectos históricos, a usina guarda valor simbólico, pois, apesar de ter sofrido modificações, mantém peças originais em seu acervo, além de sua arquitetura, localização e implantação refletir o uso e a função inicial do imóvel.

A antiga Usina também apresenta o valor cognitivo, pois quando se consideram os valores histórico e simbólico, se reconhece que o bem é instrumento narrativo da sua memória e elemento representativo para a construção do conhecimento histórico e cultural do Estado de Goiás. A percepção e o conhecimento do bem significam transitar por uma época determinada e reconhecer os valores nele presentes.

O secretário de Estado de Cultura, Adriano Baldy, comemorou a ação do tombamento da usina: “Isso demonstra o cuidado especial que o nosso governador Ronaldo Caiado tem pelos nosso bens materiais e históricos. A partir de agora, a Secult poderá fiscalizar e acompanhar todos os processos que ocorram no local, além de preservar um lugar histórico tão importante para os goianos e para os brasilienses que também fizeram parte da história desse local”, afirma.

Texto: Secretaria de Estado de Cultura (Secult) – Governo de Goiás.

Redação Antes do Ponto Final

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