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Vou de táxi

Esses dias me perguntei porque nunca falei das corridas de táxi, algumas engraçadíssimas. A melhor delas, até hoje, foi em Buenos Aires, quando o motorista me contava numa eloquência e alegria que sim, ele conhecia o Brasil, já tinha ido à São Paulo algumas vezes, na praia. Meu irmão viajando na paisagem distraído e eu ouvindo atentamente aquele espanhol e me surpreendendo como eu conseguia entender depois de diversos anos sem contato com a língua – e olha que nem um dicionariozinho eu levei. Nada se compara ao brilho dos olhos dele nos mostrando o bairro onde Maradona nasceu.

Aqui em Goiânia já teve pregação durante a corrida, cantor revelação de música sertaneja, brindes de chocolate, sessão psicólogo com o passageiro (sim, eu ouvi o desabafo) e os maus humorados. Eu me pergunto porque os taxistas daqui não personalizam seus carros com as músicas que gostamos, de repente estampas coloridas pra distrair no caminho e outras coisas que só virginianos por vocação passam tempo  pensando.

Das últimas corridas, reencontrei no sorteio do táxi da vez o Hugo, cara jovem, que estuda pra concurso e quer achar uma mulher pra casar e morar no interior com ele – ainda me olhou e disse que eu parecia do tipo tranquila, que gostaria da ideia. Ahan, interior, tá Cláudia. Da vez que nos conhecemos conversamos umas duas horas entre um programação e outra com minhas amigas Angélica e Mariana. Foi divertido, acho que ele queria mesmo era ter ido pra festa com a gente naquele sábado. Dramas da profissão.

O último é político. Claudionor do táxi é pré-candidato à vereador pela primeira vez. Sempre trabalhou na política, tem boas ideias, mas nunca se candidatou. Além de taxista, é comerciante não sei de quê. É interessante pensar que um sujeito que te leva da sua casa ao Shopping Flamboyant consegue falar nesse intervalo de tempo – argumentar e mostrar sua posição política e projetos – sobre saúde, educação, transporte, sem contar uma breve análise política do Sarney ao Lula e a avaliação da política e economia brasileira a partir disso. E olha que jornalista nem conversa.

De todos uma coisa é quase unanimidade:

– Eu tenho só 20 anos de profissão!
Com tanto tempo, da próxima vou perguntar se alguém é Fluminense também.

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