Call us toll free:
Best WP Theme Ever!
Call us toll free:
19 dez 2014
Comments: 0

#22 Sentimentos no vídeo

“O Natal vem vindo, vem vindo o Natal”. Talvez essa frase esteja entre as letras de músicas mais famosas de todos os tempos. Pelo menos para mim. Todo Natal me lembro da famosa propaganda da Coca-Cola, lançada em 1995. Na época eu tinha oito anos de idade e ficava estática em frente a televisão para ver as luzes se acendendo. E ainda fico. Certas propagandas têm sentimentos.

Pode ser nesse momento que tenha ficado mais evidente que a Coca-Cola vende felicidade. De lá pra cá essa campanha ganhou novas versões e eu cheguei a ver a caravana de Natal da Coca-Cola em Goiânia, em um dos natais passados. Outra propaganda famosa é a dos ursos polares fazendo malabarismos para não deixar cair a garrafa de Coca.

Que futebol combina com pipoca e Guaraná eu concordo. Mas Coca-Cola abre a felicidade, os sorrisos de natal e os abraços entre amigos e famílias. Natal é isso, um sentimento generalizado de todos os bons sentimentos que a humanidade – e até os animas, se é que é possível – podem expressar.

E a Coca-Cola conseguiu isso, mesmo que o produto refrigerante esteja entre os mais nocivos para a saúde. Mesmo que a empresa tenha agravado a crise do acesso à água em vilarejos indianos, mesmo que a Coca-Cola gaste “518 litros de água para produzir apenas um litro do suco de laranja Minute Maid e 35 litros para produzir meio litro de Coca-Cola”¹. E já vi isso na tela, em muitos documentários de festivais internacionais de cinema. Só que isso não consegue ultrapassar a tecnologia do vídeo e virar sentimento.

Demorei a gostar do Natal, por questões diversas. Hoje é um momento de estar junto, e por isso só carrega muitos significados. Sempre desejo um mundo melhor, onde haja espaço para a Coca-Cola, mas também para a água. Principalmente para a água, a dignidade humana, a sobrevivência. Ou melhor, a vida em seu sentido mais pleno. Que haja o bom sentimento das propagandas da Coca-Cola, sem dúvida comoventes. Mas que se tenha muito, muito mais do que isso para se viver.

 

Texto escrito em 2014.