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23 jan 2017
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Espetáculos gratuitos no parque

Projeto Domingo no Parque oferece espetáculos gratuitos

Atividade tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Goiânia e prevê apresentações nos dias 22 e 29 de janeiro e, ainda, no primeiro domingo de fevereiro, dia 05. Opção de lazer é gratuita

A edição 2017 do Projeto Domingo no Parque já tem na programação três espetáculos previstos para ocorrerem a partir deste domingo, dia 22 de janeiro. A Cia. Teatral Oops!… é a responsável pelas performances teatrais, montadas com apoio institucional da Lei Municipal de Incentivo á Cultura da Prefeitura de Goiânia. Proposta tem como objetivo a ocupação artística dos principais parques de Goiânia, criando uma programação teatral gratuita aos domingos em espaços de convivência coletiva da cidade, permitindo acessibilidade cultural para diversas camadas da sociedade.

No dia 22 de janeiro, às 10 horas, será realizada a apresentação do premiado espetáculo Desamor, no Parque Areião. No dia 29 de janeiro, é a vez da comédia Mateus e Mateusa roubar a cena no Parque Flamboyant, às 17 horas. Já no primeiro domingo de fevereiro (dia 05), acontecerá a apresentação da peça Arruda com Alecrim, às 10 horas, no Bosque dos Buritis. Todas as apresentações são gratuitas e abertas a todas as idades.

Sinopses
Desamor – Peça narra a história do jovem Cândido, que se apaixona à primeira vista pela exuberante Anita, a qual nutre sentimento recíproco por seu amado. Porém, o amor não deixa sobreviventes. Anita se vê impelida a abandoná-lo, em busca de conhecer a si mesma e ao mundo, e Cândido nada faz para impedir a partida de sua amada. Daí, então, seu coração torna-se um vazio tão imenso quanto um deserto, seco e árido, sem sentido. É assim que Cândido resolve partir em busca de sua amada em uma jornada que o levará a um mundo desconhecido, habitado por seres fantásticos.

Mateus e Mateusa – Espetáculo coloca em cena um divertido casal idoso que, após 50 anos de união, vive em pé de guerra. Cansados um do outro, acusam-se mutuamente de abandono. De um modo quase farsesco, a peça aborda em cena a convivência familiar, suas relações, o consumismo e a futilidade.

Arruda com Alecrim – A peça tem como cenário uma pequena cidade do interior de Goiás e narra a história de duas famílias que, separadas pelo poder e a pobreza, unem-se através do amor proibido de seus filhos. Mariquinha, a menina princesa, e Zezinho, o filho do sapateiro, vivem história semelhante ao clássico amor de Romeu e Julieta.

Serviço
Assunto: Projeto Domingo no Parque
Dia 22/01 (Domingo), às 10h – Desamor (Parque Areião)
Dia 29/01 (Domingo), às 17h – Mateus e Mateusa (Parque Flamboyant)
Dia 05/02 (Domingo), às 10h – Arruda com Alecrim (Bosque dos Buritis)

Legendas:
Foto: Arruda com Alecrim
Fonte: Prefeitura de Goiânia


13 nov 2016
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Casal 80

Todos os dias, quando saio do meu prédio, encontro o casal 80 no elevador. Eles andam pela manhã, ele de bermuda e tênis, ela de bermuda e chinela estilo confort. O casal tem tanta intimidade que não precisam segurar a mão um do outro. Tantos anos juntos, sem dúvida, os fizeram compreender a palavra no olhar ou intuitivamente, apenas pelo pensamento.

Com frequência os vejo no elevador ou, então, entrando no prédio. Às vezes passam no supermercado, mas fazer tudo a pé mesmo. Nunca os vi tristes. A senhora muito gentil carrega todos os dias um sorriso no rosto e nas mãos a leveza de uma vida dura, mas feliz. O senhor tem uma boina que adora, suas sobrancelhas são brancas e espessas e ele, sem dúvidas, é um bom contador de histórias.

O casal 80 (bom, eu acredito que eles tenham entre 79 e 82 anos) tem energia e disposição. Esses dias no meu prédio os dois elevadores estavam quebrados e eles, sem problema algum, subiram as escadas até o 13º andar. Como disse a síndica, a disposição e energia deles nem causou preocupação. Eles subiram e desceram as escadas três dias seguidos.

Eu admiro esse casal. Só os conheço do elevador, não sei como se chamam, se têm filhos, netos, bisnetos. Provavelmente tem, e muitos. Tenho a impressão de que com o tempo passaram a ver melhor o verde das arvores e a sentir o sabor das frutas. Eles não vivem essa agonia que muitas vezes nós vivemos diante da vida. Para eles há felicidade mesmo na tristeza que eventualmente possam sentir. Não há aflição nem nos olhos cor de mel da senhora, nem nos olhos pretos desse senhor. Em seus olhares só se pode ver duas coisas: amor e paz.

Foto: Candida.Performa/Flickr.


18 out 2016
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Amor em tempos de ódio

Eu sempre soube que amar não era algo fácil, mas com o tempo descobri que difícil mesmo é amar quando o ódio está à flor da pele. Nunca fui de briga, na minha família só assistir a uma briga era razão pra também levarmos uma surra. Com o tempo entendi que isso era uma forma de proteção encontrada por meus pais, evitando que as agressões sobrassem para meus irmãos e eu.

Mas, como todo ser humano, já desejei mentalmente bater feio em alguém. Já ensaiei para mim mesma discursos elaborados em resposta a situações desagradáveis. E quer saber? Nunca disse nenhuma. E a única vez que disse algo impensado, em um momento de sensibilidade e de fúria, me arrependi profundamente – por mim e pela atendente quase desumana de uma instituição pública a quem proferi as palavras. Horrível de se lembrar.

Nada melhor que ser gentil e amar. Há uma violência gratuita por todos os lados, por razões sem razão. Porque para violência nunca haverá justificativa. Desconta-se o ódio no atendente da loja que descontou em nós um dia ruim de trabalho. Aponta-se o revólver para o motorista de ônibus porque o coletivo demorou demais para passar. em paciência, ultrapassagem violenta e desrespeitosa por causa de dois segundos na frente da pista. Ataca-se por usar vermelho, por ser mulher, por ser negro, por pensar diferente. Famílias se agredido sem razão, ou por razões que valeriam a pena serem ignoradas por um sentimento maior de união.

Demonstrar raiva e insatisfação é para os fracos. Eu imagino que, de certa maneira, seja fácil e até prazeroso bater em alguém, destruir um bem público, espancar um manifestante, pisotear a torcida de futebol, amassar o carro da frente repetidas vezes, por “prazer”. É a válvula de escape por onde a vida escapa. O preço que se paga é um ódio sem fim, amargo, desonesto e mesquinho.

Esses dias uma amiga me disse com certa admiração que eu perdoava muito fácil as pessoas e que tinha até memória curta. Segundo ela, parecia que entre mim e as pessoas que, de certa maneira tiveram desavenças comigo ou cometeram injustiças não havia acontecido nada. E eu respondi: mas para que guardar rancor? O que passou passado é. Tão bom seguir em frente, em paz, e com uma possibilidade de recomeço com as pessoas que podem até ter nos ferido, mas que em algum sentido, mesmo que mínimo, ainda podem valer a pena.

A vida é tão curta, precisamos no mínimo estar dispostos a cultivar os bons sentimentos que a humanidade pode ter. Dê um abraço, seja gentil, diga um bom dia verdadeiro. Dê mais amor, por favor. Difícil mesmo é superar as chateações e diferenças, os insultos e humilhações. Mas acredite, vale a pena. Tenho preferido pensar assim. O melhor revide é o amor.


18 out 2016
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Eu, mais um número

Autentica aqui, reconhece firma de lá, carimba acolá, corre que aqui do ladinho tem mais uma fila pra pegar. Se há algo nesta vida que detesto é a burocracia, precisava tanto número? RG, CPF, título de eleitor, carteira de motorista, carteira de trabalho, número do plano de saúde, por aí vai. Sem falar as senhas alfanuméricas para lembrar ou anotar no caderninho, dependendo da memória. Nada me deixa mais entediada do que as chatices do dia a dia, como filas de banco e departamentos de trânsito. E, embora hoje em dia eu esteja mais munida pra enfrentá-las (com pelo menos um livro e balas à disposição), sempre acho uma tortura.

Não seria mais fácil tudo codificado pela nossa digital? Bom, pelo menos à primeira vista não teríamos que tirar cópia de vários documentos, ou se lembrar de números, ou voltar pra casa sem resolver o problema porque esqueceu o comprovante de endereço em cima da mesa. A um passo tudo estaria ali num programa com todas as informações necessárias: endereço, idade, número dos documentos, altura etc. Afinal, já somos constantemente vigiados pela sociedade, não é mesmo? Pelo menos poderíamos ter esperanças de economizar tempo fazendo essas tarefas das quais não podemos fugir.

Li na internet que gastamos quase cinco anos da nossa vida em filas, o que de início é um choque. Mas confesso que algumas são interessantes pelas situações que envolvem – e da maneira como encaramos tais filas. Certo dia sentei ao lado de uma mulher que contava para as pessoas ao redor parte da sua história: puxão de cabelo entre irmãs no meio da rua, amor reprimido por um homem mais novo e disputa familiar como numa novela mexicana de primeira classe.

Outro dia me segurei para não entrar numa discussão indesejada. Um homem defendia a ditadura militar do meu lado e argumentava que isso de tortura é lenda e jamais existiu. Obviamente mudei de lugar e lamentei que isso tivesse vindo de um senhor que se dizia professor de música. As filas, de certa forma, viraram um ponto de encontro. Às vezes você dá uma de psicólogo e ouve a outra pessoa, em outras a discórdia e irritação prevalece. E nisso, números vão, números vêm, e os papéis de senhas se acumulam dentro da minha bolsa. E o que posso fazer? Paciência meus caros, paciência e habilidade para aproveitar essas horas da maneira mais produtiva e divertida possível.

Texto também publicado no blog da Immagine.


13 set 2016
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Concertos na cidade

Pessoal de Goiânia, a Orquestra Filarmônica de Goiás se apresenta no dia 15 de setembro, às 20h30, no Palácio da Música do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Essa apresentação integra o o espetáculo Vida na Cidade, da série Concertos Especiais, e terá como regente o maestro Neil Thomson..

De acordo com o evento no Facebook, “serão apresentadas composições que homenageiam grandes cidades do mundo. Mozart homenageia a cidade luz com a Sinfonia Paris. Já o compositor norte americano Reich faz um tributo à Nova York com sua obra “City Life”. A abertura de Cockaigne, do compositor inglês Elgar, condecora a cidade de Londres”.

A ENTRADA É FRANCA! Vamos?