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ESQUINAS

Esquinas

07 mar 2011
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Marchinhas de ontem e hoje

Mais um carnaval e eu ainda quebrando a promessa de voltar a postar com frequência no blog… Mas, claro, sendo sempre lembrada por uma das minhas grandes amiga – que se diz fã também – Priscila. E saí com ela na sexta para encontrar duas amigas, como de costume. Na ida, a pé, com poucos pertences prevenindo ‘assaltos carnavalescos’, aquele clima de chuva, vento, calor e tempo abafado. Uma mistura, como tudo na Bahia – e no Brasil, claro. E a cidade aquela confusão, feito comida misturada no prato de peão nordestino: não dá pra distinguir a carne da farinha e do feijão.

Então, Anne, Carina, Priscila  e eu comendo um açaí paraguaio rindo das histórias do passado e planejando os momentos do futuro –  arquiteta, engenheira agrônoma, nutricionista e jornalista empreendedoras à frente de seu tempo, preciso reforçar . Hoje, conversando na casa da minha vó com uns primos, tios e parentes fiquei lembrando de quando era criança e o povo falava que tinha vinte e uns anos de idade. E assim somos nós quatro, amigas há mais de dez anos e agora na casa dos vinte e uns também. É gostoso pensar nisso, que somos tão saudosistas quando lembramos da infância, daqueles amorzinhos de mentirinha; quando passamos pela adolescência, daqueles amorzinhos que nem sempre valem o estresse; e, agora, na juventude com a energia de criança e a alma de adulto planejando cada passo.Claro, de vez em quando pisamos em falso, como todo mundo.

Ontem, falando de carnaval com mainha, ela falando das marchinhas e clubes de festa do seu tempo ainda pensei no passado e no futuro. De tarde, seguindo os Netos de Momo e relembrando as antigas marchinhas fiquei lembrando da música do Belchior, na voz de Elis: “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais…”. E eu ria, cada fantasia mais engraçada que a outra. Percebi que quanto mais simples, mais genuíno. Fiquei em dúvida se achei mais criativo os meninos de ciroula ou uns dois que furaram uma caixa de papelão, com braços e cara, que cantavam “vem pra caixa você também…”. Ainda tinha o clássico Fla Flu com um juiz super tendencioso que vou dispensar mais comentários…

No final me dei conta que, não importa a fantasia, é preciso festejar tudo: idas, vindas, paradas, obstáculos e “perdidos” – pois é bem nesse perder-se que acabei encontrando Anne, Priscila e tantos outros queridos amigos também curtindo a intensidade e a alegria do momento. Cada vez me convenço mais do que dizia Clarice: “Perder-se também é caminho”.