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23 out 2018
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Goiânia sedia encontro de Cinema

Por Amanda Sales

 

Para os amantes e estudiosos de cinema, uma excelente notícia. O XXII Encontro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine) vai ser realizado em Goiânia, entre 23/10 e 26/10. Nesta edição, o evento relembra os “50 anos do maio de 68” e é composto por palestras, mesas redondas apresentações de trabalho e lançamento de livros. Durante o encontro há também a Mostra “Maio de 1968”, cuja curadoria fica a cargo de Ivan Lima Gomes e Adérito Schneider. Os filmes vão ser transmitidos no Centro Cultural Marietta Teles Machado, na Praça Cívica.

Durante o evento, grandes personalidades do pensar e fazer cinema no Brasil e em Goiás serão homenageadas. Na solenidade de abertura, dia 23/10, às 19h, a homenageada é a professora Maria Bernadette Cunha de Lyra (UFES), apresentada pelo professor Marcius Freire (Unicamp). No encerramento do encontro, no dia 26/10, às 16h30, os homenageados são o projecionista, cineclubista e realizador goiano Eudaldo Guimarães; o Cineclube Antônio das Mortes, fundado em 1977, em Goiânia; e os professores Rubens Machado e Ismail Xavier, da Universidade de São Paulo. As homenagens acontecem no Teatro Asklepiós – Faculdade de Medicina da UFG.

Além das apresentações de trabalho e discussões, mais de 20 títulos de autoria de pesquisadores associados à Socine serão lançados no dia 24/10, às 18h, no Centro de Aulas D da UFG, contribuindo para a atualização da bibliografia sobre cinema e audiovisual no Brasil. Em seguida, às 19h, na Sala 205, acontece o III Fórum de Discentes de Pós-Graduação da Socine, quando os alunos presentes ao evento irão discutir o papel da pesquisa em Cinema e Audiovisual em tempos de totalitarismo.

 

Confira abaixo a programação geral do evento:

23 a 25/10 (terça a quinta): Mostra “Maio de 1968”

23/10

16h- LONGE DO VIETNÃ

18h15- O BANDIDO DA LUZ VERMELHA

20h- A CONFISSÃO

 

24/10

16h- ONE PLUS ONE/SYMPATHY FOR THE DEVIL

18h15- SEM DESTINO

20h- SE…

 

25/10

16h- PARTNER

18h15 – MANHÃ CINZENTA + ORATÓRIO PARA PRAGA + BLABLABLA

20h- TERRA EM TRANSE

Local: Cine Cultura (Centro Cultural Marietta Teles Machado, Praça Cívica)

 

23/10 (terça)

9h – 12h e 13h30 – 16h30

Seminário/Oficina Pré-Socine

Professores organizadores: João Luiz Vieira (UFF), Talitha Ferraz (ESPM-Rio e PPGCine-UFF) e José Cláudio Castanheira (UFSC)

Organização local: Lara Lima Satler (UFG): Sala 205 Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

Módulo I: Palestras: Salas de Cinema de Goiânia e arredores: histórico, situação atual e perspectivas presentes e futuras.

Módulo II: Oficina:  Histórias de Cinemas: exibição, modos de ver, experiências locais e regionais

19h – Homenagem: Profa. Maria Bernadette Cunha de Lyra

Apresentação: Prof. Marcius Freire

Palestra de Abertura: As rupturas de 1968 no cinema da América Latina

Prof. Mariano Mestman (UBA – Buenos Aires, Argentina)

Apresentação: Profa. Sheila Schvarzman (UAM)

Local: Teatro Asklepiós – Faculdade de Medicina da UFG (Rua 235, s/n – Setor Universitário)

 

24/10 (quarta)

8h30 – 18h30: Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

9h30 – 11h00 e 11h30 – 13h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

Mesa-redonda: A formação para as imagens em Goiás: cinema e audiovisual

Professores: Angelita Lima (FIC/UFG), José Eduardo Ribeiro (UEG), Renato Naves Prado (IFG)

Mediação: Geórgia Cynara (UEG) e Rafael de Almeida (UEG): Sala 205 Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

14h30 – 16h00 e 16h30 às 18h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

Lançamentos literários: Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

III Fórum de Discentes de Pós-Graduação da Socine: Sala 205 Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

 

25/10 (quinta)

8h30 – 18h30: Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

9h30 – 11h00 e 11h30 – 13h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

Imagem, tecnologia e processos de pesquisa

Professores: Ana Rita Vidica (FIC/UFG), Alice Fátima Martins (FAV/UFG, CNPQ), Daniel Chistino e Rodrigo Cássio (Performances/FCS/UFG)

Mediação: Lara Lima Satler (Performances/FCS/UFG): Sala 205 Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

14h30 – 16h00 e 16h30 às 18h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

Mesa-redonda: Desinventando o Brasil: vanguardas tropicais e cinemas do presente urgente

Professores: Anita Leandro (UFRJ), Celso Favaretto (USP) e Ivana Bentes (UFRJ)
Mediação: Angelita Lima (UFG): Teatro Asklepiós – Faculdade de Medicina da UFG (Rua 235, s/n – Setor Universitário)

 

26/10 (sexta)

8h30 – 18h30: Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

9h30 – 11h00 e 11h30 – 13h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

14h30 – 16h00

Sessões de apresentação de trabalho: 1º e 2º andares do Centro de aulas D da UFG (1ª Avenida, 815, St. Leste Universitário)

16h30 – 19h00

Homenagem: Eudaldo Guimarães (projecionista, cineclubista e diretor)

Prof. Rubens Machado, Prof. Ismail Xavier

Cineclube Antônio das Mortes

Assembleia Geral da Socine: Teatro Asklepiós – Faculdade de Medicina da UFG (Rua 235, s/n – Setor Universitário)

22h     Festa de encerramento: Complexo Pub (Rua 7, 475, Centro)

 

Serviço:

XXII Encontro Socine

Período: 23 a 26 de outubro de 2018

Local: Campus I da UFG, Setor Leste Universitário

Mais informações: http://socine2018.com.br/

 

 

Foto: Sem destino, um dos filmes apresentados na Mostra Maio de 68.

23 out 2018
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Quasar volta aos palcos nos embalos da bossa nova

Após dois anos paralisada, a companhia apresenta espetáculo criado para o projeto Preciosidades Vivara, com apoio do Ministério da Cultura e da Vivara. O Teatro Goiânia recebe apresentações nos dias 26, 27 e 28 de outubro

O novo espetáculo da companhia de dança goiana Quasar reacende uma chama que estava apagada. São essas as palavras de Vera Bicalho, diretora-geral da companhia, ao falar do novo espetáculo “O que ainda guardo…”, que chega aos palcos da cidade natal nos dias 26, 27 e 28 de outubro, depois de dois anos de trabalho paralisado. As apresentações serão no Teatro Goiânia, sexta e sábado às 21 horas e domingo às 19h. Os ingressos custam R$ 50,00 e R$ 25,00 a meia-entrada (o desconto é válido também para quem doar 1 litro de óleo de cozinha).

“O que ainda guardo…”, é um espetáculo essencialmente brasileiro, que tem a Bossa Nova como o som que dá ritmo aos corpos, unindo-se às composições o talento e sagacidade que energizam os dançarinos da companhia. Por trás desse diálogo, encontramos riquezas culturais de valor inestimável. Nas palavras de Bicalho, comemorar os 30 anos com este novo espetáculo é misto de paixão e enfrentamento. “Nos dá fôlego e a certeza de que estamos vivos”, resume a diretora.

Para o coreógrafo da companhia, Henrique Rodovalho, a volta aos palcos com este espetáculo representa a oportunidade de mostrar que ainda há um grande desejo de continuar o trabalho conhecido e admirado no Brasil e em mais 25 países por onde já passaram. “É uma oportunidade de mostrar que a nossa dança, apesar desta pausa, continua viva, com o mesmo desejo e com a mesma qualidade reconhecida e desejada pelo nosso imenso público que nos acompanham por todos estes anos”, comenta.

Os 30 anos da Quasar coincidem com os 60 anos da Bossa Nova, temática proposta pela Vivara para esse novo espetáculo em parceria com a companhia goiana, especialmente convidada para o projeto. O espetáculo tem apoio do projeto Preciosidades Vivara e Ministério da Cultura. A circulação da obra é realizada pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015 e conta também com o apoio do SESC e da World Group Company (GO).

Ainda que sem patrocínio de permanência, o espetáculo impulsiona o 30º ano de vida da companhia que vai circular cinco cidades com o espetáculo. Vencedores do Prêmio Klaus Vianna, da Funarte, o novo trabalho circula por Palmas (TO), Gravataí (RS), Canoas (RS) e Brasília (DF), além de Goiânia. O espetáculo já passou pelos palcos de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos 22, 23 e 26 de setembro.

30 anos

No dia 26 de outubro, também em comemoração aos 30 anos da Quasar, será lançado, junto ao público presente no Teatro Goiânia, um dossiê sobre a Companhia, chamado Um Corpo Celeste em Movimento. Trata-se de um Levantamento histórico, memorial e afetivo sobre uma das mais importantes companhias brasileiras de dança contemporânea, destes últimos 30 anos.

O conteúdo é uma compilação de entrevistas, materiais audiovisuais e impressos, que criam um panorama da história do grupo e de sua importância identitária, cultural e artística, no Brasil e no mundo. A coordenação desse trabalho foi de Luana Otto (Balaio Produções Culturais), que contou com os pesquisadores Hélio Fróes e Rô Cerqueira, no trabalho de campo, de coleta de informações e materiais. O projeto foi viabilizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a Lei Goyazes, do Governo de Goiás.

Serviço:

Quasar Cia de Dança comemora 30 anos apresentando “O que ainda guardo” e lançando dossiê de sua trajetória

Local: Teatro Goiânia

Datas: 26, 27 e 28 de outubro

Tempo: 64 minutos – Classificação: Livre

 

Horários:

Sexta e sábado – 21h / Domingo – 19h

Ingressos: R$50,00 (inteira) | R$25,00 (meia-entrada)

Venda antecipada de ingressos: https://goo.gl/bpZNSf

 

 

Fonte: Quasar Cia. de Dança

Fotos: Marcus Camargo e João Gabril Hidalgo


19 out 2018
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I Need Blues – Acorde7 Blues Band

ACORDE7 foi fundada em Fevereiro de 2013 e manteve a sua formação original até 2015. Em 2016 passou por uma reformulação de seus integrantes, mantendo Roberto Chalub (Baixista), trazendo de volta o baterista da primeira formação Ronny Alves, além de reunir os experientes músicos Thiago Albuquerque (guitarrista) e Rodrigo Laterza (vocalista e gaitista) para integrarem a ACORDE7. A partir de então, com a boa repercussão de suas músicas e apresentações através da crítica especializada, comentários em redes sociais e o interesse crescente do público, a ACORDE7 foi impulsionada a levar o seu conceito e estilo musical a todos que apreciem o blues e a evolução natural da musica, com a agregação de novos elementos sem perder o “feeling”, sua essência fundamental. A ACORDE7 tem as suas músicas autorais executadas em diversas rádios e web rádios do Estado de Goiás e se encontra em fase de finalização de seu primeiro CD intitulado “Take The Road” no início de 2017, além de planejar o lançamento antecipado das faixas“ Take The Road”, “Morning Blues” e “Shining For You”- já conhecidas de seus seguidores e fãs – em formato físico através de EP ainda em 2016.

 

[Serviço]

Dia: 06/11 (sábado)

Horário: 20h

Duração: 90′

Local: Centro Cultural UFG

Endereço: Av. Universitária, n° 1533, Setor Universitário

Ingressos: R$15,00 (inteira) e R$7,50 (meia)


19 out 2018
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Piano Solo

No dia 30/10 (terça-feira), o Centro Cultural UFG a apresentação de Diones Correntino “Projeto Piano Solo” às 20h

Diones Correntino é pianista, compositor e arranjador. Em sua abordagem como instrumentista alia a formação clássica explorando composição e improvisação com influências de repertórios da música brasileira, da música moderna e do jazz. Apresentou seus trabalhos em festivais e teatros como a série instrumental Guiomar Novaes promovida pela Sala Cecília Meireles, Goyaz Festival e o Festival de Música Brasileira da North Texas University. Tem recebido elogios da crítica especializada por sua música plural que abarca diversos gêneros. Além de suas atividades artísticas atua como professor da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. Nesta apresentação o pianista mostrará um repertório com musicas de Villa-Lobos , Gismonti , Gnattali, composições próprias, improvisação e recriações com base no repertório da música brasileira e outros gêneros.

[Serviço]

Dia: 30/10 (terça-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Centro Cultural UFG
Endereço: Av. Universitária, n° 1533, Setor Universitário
Ingressos: Entrada Gratuita
Secom UFG

01 out 2018
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Indelicada Cia. Teatral estreia “Mercúrio Retrógrado” em ruas e praças de Goiânia

Espetáculo dirigido por João Bosco Amaral é uma ode à liberdade

 

Entre os dias 29 de setembro a 02 de outubro, a Indelicada Cia. Teatral apresenta o espetáculo “Mercúrio Retrógrado” na cidade de Goiânia – GO. O espetáculo foi montado com apoio da Lei Municipal de Incentivo á Cultura da Prefeitura de Goiânia.

Num mundo pós-apocalíptico, três indivíduos errantes, em estado de marginalização fala da liberdade em todas as suas esferas (política, artística, sexual e religiosa) através dos arquétipos da cultura marginalizada, partindo de uma dramaturgia não-linear construída a partir de diferentes contextos para narrar a luta de minorias raciais, religiosas e sexuais em prol de suas liberdades de pensamento e escolhas, questionando o próprio conceito de nação e território e assim ultrapassando o limite cultural.

O espetáculo será apresentado em espaços urbanos, como proposta de invasão e redefinição do espaço de convívio do público, transformando estes locais de apresentações artísticas e de debates sobre o ser e sua existência como ator social de sua própria vida, quebrando o ritmo da vida cotidiana através da proposição de debater a liberdade em tempos de crise de comunicação e ideais. Todas as apresentações são gratuitas e livre para todos os públicos.

 

SERVIÇO – Mercúrio Retrógrado

29/09 – 17h – Praça Tamandaré – Feira da Lua

30/10 – 10h – Feira do Cerrado

30/10 – 17h – Praça do Sol – Feira do Sol

01/10 – 09h – Praça Joaquim Lúcio

01/10 – 17h – Grande Hotel – Avenida Goiás

02/10 – 18h – Praça Universitária

 


28 set 2018
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“Senhor Deus, onde estás?”: Tribalistas, diásporas e fragmentação

Por Amanda Sales

Ensaio crítico sobre a música Diáspora (Tribalistas, 2017)

Desde o primeiro álbum, em 2002, a experimentação sonora é marcante nas músicas dos Tribalistas. Os atabaques afro-brasileiros de Carlinhos Brown dialogam com a voz doce e marcante de Marisa Monte que contrasta e completa o tom grave de Arnaldo Antunes quando declama trechos de poesias durante várias de suas músicas.

O que muda, no segundo disco do trio lançado 15 anos depois são as composições igualmente melodiosas, mas tematicamente destoantes. O povo brasileiro, os costumes, o samba, a vida nos morros e o amor romântico serviram de estrutura para as composições em 2002 e aparecem, em menor escala, em 2017. No entanto, o álbum mais recente dos Tribalistas mostra que é possível pegar de empréstimo os temas contemporâneos já visitados e fazer arte nova.

De todas as canções do álbum que, mais uma vez leva o nome do grupo, Diáspora é a que passeia mais pelo cotidiano e se vale de temas facilmente encontrados em manchetes de jornais. É, de fato, impossível escutar a música sem remeter ao drama dos refugiados que buscam outros países para fugir de guerra e miséria.

O tema dos refugiados, apesar de recente é também histórico. E Diáspora recupera com a sutileza de um tapa com luvas de pelica o fio da memória dos povos que deixaram suas terras-mães na busca de um futuro. Cubanos, sírios e ciganos são a metonímia de tantos indivíduos espalhados sem nação pelo globo.

O espectador, quando acomoda os fones de ouvido e dá play em Diáspora, ouve Arnaldo Antunes declamar, com melodia ao fundo, “Acalmou a tormenta/ Pereceram/ O que a estes mares ontem se arriscaram/ E vivem os que por um amor tremeram/ E dos céus os destinos esperaram”. O trecho é de O Guesa, poema aos moldes épicos escrito pelo maranhense Sousândrade.

Mais adiante na canção, Arnaldo declama outro trecho de um poema. Desta vez, na sua voz grave ouvimos “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?/ Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes/ Embuçado nos céus?/ Há dois mil anos te mandei meu grito/ Que embalde desde então corre o infinito/ Onde estás, Senhor Deus?”. Quem fala pela voz de Antunes aqui é Castro Alves, baiano que tratou das condições da escravidão e do período colonial brasileiro em Vozes D’África.

Os trechos declamados ao longo da música revelam uma característica da composição dos artistas, a montagem. Diáspora não é a primeira canção em que trechos de poemas são inseridos e declamados, quebrando a cadência rítmica da música, processo que parece envolver aquele que ouve na poesia.

Aqui, a poesia não está somente na composição da letra em si. As inserções de poemas trazem o poético para a esfera auditiva. Ouvir um poema é certamente uma experiência distinta da simples leitura do mesmo. O resultado dessa experimentação, que não é nova para os Tribalistas, é a elevação da poesia ao nível do sensorial.

De fato, é possível que quem ouvir não conheça de antemão os poemas inseridos na música. Contudo, as quebras na cadência da música no momento em que as referências são apresentadas pode dar pistas sobre as inserções. Ademais, não me parece um problema da obra que seu ouvinte não tenha referência anterior de seus elementos.

O método de composição, por montagem, pode também ser alvo de críticas. De modo simplista, é possível que se analise as inserções como meras colagens de textos de outros autores. No entanto a obra resultante das montagens é distinta de cada texto isolado.

Em suas reflexões, Flávio Carneiro (2001) retoma os escritos do cineasta e ensaísta Eisenstein sobre a montagem no cinema. O autor russo acreditava que para o cinema a montagem é um elemento importante e que garante que o produto final é um todo orgânico. Carneiro complementa que esta lógica se aplica a toda produção de discurso.

Seguindo este raciocínio e adotando a música como pertencente à arte e esta sendo também um discurso, me parece sensato pensar que a montagem em Diáspora confere ao produto final um caráter próprio. Sem me estender, pois não é este o objetivo deste ensaio, pontuo que a montagem encontrou na música campo fértil para seu desenvolvimento e procriação.

Os trechos dos dois poemas passam a fazer ainda mais sentido na música quando se analisa seus contextos de produção. O Guesa de Sousândrade é um andarilho que caminha pela América do Sul, sem rumo. Já Vozes D’África soa todo o clamor do povo africano trazido a contragosto para servir de mão de obra escrava no Brasil.

O movimento migratório de africanos para o país no período colonial é uma diáspora. Das mais cruéis que se possa imaginar. Inserido na música, este trecho é mais um tapa com luva de pelica. A nossa nação foi constituída a partir da desintegração e diáspora forçada de diversos povos africanos.

Propositalmente escolhido, o trecho de Vozes D’África é um clamor desesperançoso. O eu-lírico que tanto gritou a Deus por compaixão hoje questiona se este ser superior sequer o ouviu. Este grito desesperado por socorro se repete nas telas dos telejornais cada vez que se noticia que um barco com refugiados afundou, quando se atualizam os números da guerra da Síria ou nas denúncias de violência contra venezuelanos abrigados no Brasil.

O refrão “Where are you?” que se repete durante a música é uma expressão que remete a busca, procura. Espalhados pelo mundo, longe de suas terras e famílias os povos procuram seus semelhantes, muitas vezes em vão. A escolha pelo inglês faz parte, mais uma vez, de recurso recorrente nas composições dos Tribalistas. Entretanto, o uso da língua do Tio Sam remete também a este “idioma padrão” do mundo globalizado a que todos os imigrantes ou refugiados precisam recorrer, caso queiram se sentir parte de uma nação novamente.

Esse sentimento de fragmentação e não pertencimento se expressa na canção por meio de cada verso que cita povos que sofreram com movimentos de diáspora, mas sem alongar a reflexão sobre cada um em particular. Não há análise ou retomada histórica sobre fariseus, cubanos, sírios, ciganos ou sobre a travessia do mar Egeu. O não aprofundamento de cada um desses indivíduos é exatamente o que os mesmos passam longe de suas terras natais, prevalece a desintegração.

Estes povos e grupos étnicos estão representados na canção como cerceados de suas identidades. O sujeito de Diáspora é, como sugere Stuart Hall, o “sujeito pós-moderno, conceptualizado como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente”. Se este indivíduo não está em crise de identidade por ser retirado de súbito de sua terra natal, o está por uma ausência de identificação cultural com sua sociedade.

O sujeito pós-moderno de Hall está perdido e desolado “como Romanos sem Coliseu”. Diáspora, na medida em que parte dos princípios (1) da montagem com textos que corroboram para a ideia central da música e da (2) retomada da questão das identidades fragmentadas dos povos na contemporaneidade (ainda que sem aprofundá-las), denuncia a relatividade dos valores de uma sociedade que apenas assiste a diásporas cotidianamente.

A preocupação formal da canção parece se voltar todo o tempo para a temática. Toda a métrica, as rimas e as montagens corroboram para a noção de fragmentação, quebra do espaço confortável. Nesse sentido, a melodia é também essencial, já que a cadência melancólica todo o tempo reforça a angústia. Forma e tema são aliadas, técnica e estética também.

 


21 set 2018
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Festival de pipas inaugura o projeto Curta o Câmpus

Evento no dia 22 de setembro é gratuito e aberto à população; objetivo é levar atividades culturais e de lazer ao Câmpus Samambaia

A aproximação da universidade com a sociedade passa pela ocupação de seus espaços. Foi pensando nisso que a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), desenvolveu o projeto Curta o Câmpus, que irá promover atividades culturais e de lazer gratuitas e abertas à população, sobretudo aos fins de semana, no Câmpus Samambaia.

A primeira atividade do projeto será no dia 22 de setembro, a partir das 8h30, com um Festival de Pipas no gramado entre a Escola de Música e Artes Cênicas (Emac) e o Centro de Convivência. O espaço estará liberado para piquenique. Também estão programadas contação de histórias, oficina de bonecos, apresentação da Bateria Tagarela, da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), e uma ação com o Programa Educacional Bombeiros Mirins.

Para participar do festival, basta levar sua pipa. Haverá um concurso para a escolha da maior pipa, da mais criativa e da mais sustentável.

Lazer e confraternização

Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura, Lucilene Maria de Sousa, a ideia de levar atividades para o Câmpus Samambaia aos fins de semana vem sendo cultivada há algum tempo. Por ser um espaço amplo, arborizado e aconchegante, ele se torna uma ótima opção de lazer e confraternização para a comunidade.

A ideia de começar o projeto Curta o Câmpus com o Festival de Pipas se deu pela observação de que algumas pessoas da região praticam a brincadeira em locais inadequados, próximo a ruas e avenidas, o que representa um risco principalmente para motociclistas. Como é um espaço aberto, o Câmpus Samambaia.

Texto: Secom UFG


17 ago 2018
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Masp recebe obras de artista goiano em na exposição “Histórias Afro-Atlânticas”

É sempre uma alegria quando viajo a São Paulo para, dentre diversos programas, ver exposições de arte no Masp. E desta vez fiquei mais feliz ainda ao ver que o Dalton Paula, artista goiano a quem muito admiro a obra (além de ser gente finíssima), apresentou dois trabalhos na exposição “Histórias afro-atlânticas”.

Suas obras, Zeferina e João de Deus Nascimento, são o cartão-postal da mostra, já nos familiarizamos com elas desde a estação de metrô até a capa do livro exposição e outros produtos do Masp. Zeferina é uma rainha quilombola que lutou contra a escravidão na Bahia no século XIX e João de Deus Nascimento foi um dos líderes da Conjuração Baiana. As obras de Dalton compõem a seleção de 450 trabalhos de 214 artistas do século 16 ao 21, que retratam os “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe e a Europa.

Artistas como Carybé, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Gerard Sekoto, dentre outros, fazem de Histórias afro-atlânticas uma exposição que provoca reflexão, debate e novos questionamentos sobre as temas políticas, econômicas, culturais e sociais ligadas à imigração compulsória no contexto da escravidão. Vale lembrar que o Brasil figura como território central nas histórias afro-atlânticas, sendo responsável por receber aproximadamente 46% dos cerca de 11 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente neste lado do Atlântico por mais de 300 anos.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo, “Histórias afro-atlânticas parte do desejo e da necessidade de traçar paralelos, fricções e diálogos entre as culturas visuais dos territórios afro-atlânticos—suas vivências, criações, cultos e filosofias. O Atlântico Negro, na expressão de Paul Gilroy, é uma geografia sem fronteiras precisas, um campo fluído, em que experiências africanas invadem e ocupam outras nações, territórios e culturas”.

Saiba mais sobre Histórias afro-atlânticas no site do Masp.

P.S: essa foto é minha, mas no site do Masp dá pra ver um panorama da exposião.

 


06 jul 2018
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¿por quá? grupo que dança divulga agenda de junho

Em parceria com Ponto de Cultura Cidade Livre, Centro Cultural Eldorado dos Carajás e Casa Corpo, grupo realiza três intervenções do POR ACASO_tardes de improviso

O ¿por quá? grupo que dança divulga sua agenda de apresentações para o mês de junho. Junto ao grupo musical Vida Seca, se reúne para três edições do POR ACASO_tardes de improviso. A intervenção de dança e música ocorre em parceria com diferentes centros de cultura nos próximos sábados do mês (16, 23 e 30 de junho).

Sempre com entrada gratuita, esta é uma etapa do TRANSporquar, projeto de manutenção do ¿por quá? grupo que dança, que possui fomento do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás e segue até setembro de 2018 com atividades que reúnem o grupo a grandes parceiros e envolve também a comunidade em geral.

Centros de Cultura

Com o objetivo de explorar novos centros, conhecer novos públicos e sentir a dança numa realidade ainda desconhecida para o grupo, foram selecionados três Centros que trabalham com cultura para, a partir de apresentações artísticas de POR ACASO_tardes de improviso e Aparecidas, criar fluxos de parceria em ações e produções culturais.

O Ponto de Cultura Cidade Livre fez história em Aparecida de Goiânia ao criar o primeiro teatro da cidade. Local que utiliza a arte como meio de (trans)formações sociais recebe o POR ACASO_tardes de improviso no dia 16 de junho, às 17h.

Em parceria com o Centro Cultural Eldorado dos Carajás, a tarde de improviso do dia 23/06 ocorre na Praça do CIOPS, no Jardim Curitiba, às 19h. Com um importante diferencial, o POR ACASO se aproxima da comunidade ao se juntar à Batalha do Conhecimento, ação comum no movimento do Hip Hop de rimas improvisadas.

Para participar da batalha basta se inscrever na hora do evento. A partir de então os duelos começam com temas escolhidos pelo público presente. “Assim como o POR ACASO_ é formado por improvisos, as rimas da batalha também são. Vamos dançar ao som dos temas e das rimas”, comenta Luciana Celestino, integrante e produtora do ¿por quá? grupo que dança.

No dia 30/06 a última apresentação do POR ACASO_tardes de improviso do mês ocorre em parceria com a Casa Corpo, casa de residência dos grupos Vida Seca e ¿por quá? grupo que dança. Localizada numa rua sem saída no Setor Leste Universitário, a casa já recebeu outras edições da ação e convida para mais um encontro.

Improvisando danças e músicas

O POR ACASO surge em 2012 com o objetivo de ocupar a cidade de forma democrática, unindo dança e música em tardes de improvisos. Idealizado pelo ¿por qua? grupo que dança e o grupo musical Vida Seca, o projeto provoca dançarinos, músicos e desavisados para uma intervenção artística que caminha entre o popular e o contemporâneo. Uma estrutura básica é montada para quem quiser chegar. Para os dançarinos, tatames no chão, e para os músicos, instrumentos para o batuque.

A intervenção artística já passou por cidades da América Latina como Buenos Aires e Uruguai, além de brasileiras como Porto Alegre (RS), Alto Paraíso (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Pirenópolis (GO), sempre gratuitos.

Serviço – Programação POR ACASO_tardes de improviso no mês de junho de 2018

POR ACASO_tardes de improviso em parceria com Ponto de Cultura Cidade Livre

16 de junho, sábado

Horário: 17h às 20h

Local: Av. Progresso Qd. 21 Lt. 04 casa 1, Aparecida de Goiânia

Entrada gratuita

 

POR ACASO_tardes de improviso em parceria com Centro Cultural Eldorado dos Carajás

23 de junho, sábado

Horário: 19h às 21h

Local: Praça do CIOPS. Av. do Mato, Jardim Curitiba, Goiânia

Entrada gratuita

POR ACASO_tardes de improviso em parceria com Casa Corpo

30 de junho, sábado

Horário: 17h às 20h

Local: Av. 243, esquina c Rua 233, Setor Leste Universitário, Goiânia.

Entrada gratuita

 


25 mar 2018
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Alunos de Produção Cênica celebram Júlio Vilela em espetáculo

Saudade & Purpurina – Um tributo a Júlio Vilela acontece no dia 27 de março, às 20h, no Centro Cultural Martim Cererê

Local que abrigou por mais de 15 anos o espetáculo Jú Onze e 24 e que deu o nome de Júlio Vilela a um dos seus teatros, o Centro Cultural Martim Cererê é o palco de Saudade & Purpurina – Um tributo a Júlio Vilela, projeto de Conclusão de Curso de alunos de Produção Cênica do ITEGO em Artes Basileu França. O espetáculo ocorre na terça-feira (27/03), Dia Internacional do Teatro, às 20h.

Júlio Vilela (1961-2006) foi um ator e diretor paulistano que conduziu Jú Onze e 24. O grupo/espetáculo ficou conhecido por se apresentar com cenas e performances de drag queens em diferentes espaços até se firmar no palco da sala Pyguá, do Centro Cultural Martim Cererê (GO). Ali permaneceu por mais de 15 anos (1991-2006) na sala que hoje recebe seu nome como forma de homenagem.

O TCC que se materializa

Um conjunto de quadros antológicos da trajetória de Jú Onze e 24 perfilados para uma homenagem alegre e comovente. Assim, alunos de Produção Cênica revisitam uma história de humor, irreverência e deboche com Saudade & Purpurina – Um Tributo a Júlio Vilela. O espetáculo lida com a memória e tem como propósito ressignificar os elementos simbólicos que marcaram uma bela página da história das artes cênicas de Goiás.

Júlio Vilela deixou uma lacuna que não há como ser preenchida. Numa cidade que preza pelo esquecimento, lembrar Júlio e sua contribuição para o cenário artístico é necessário, como afirma o diretor, ex-Secretário de Cultura de Goiânia, e também aluno do curso, Sandro di Lima: “Não é possível contar a história de Goiânia se não contamos as histórias das pessoas que aqui viveram e vivem. E o Júlio Vilela foi de extrema importância, pois ele conseguia enfrentar a cidade com imponência – por fazer teatro de gênero numa época de grande preconceito – e ao mesmo tempo era capaz de dialogar com a cidade e seus habitantes”.

Esta é uma história de amor pelo teatro e pelos sujeitos não convencionais que o fazem. A partir de um conjunto de quadros entrelaçados, o espetáculo possui narrativas autônomas. São personagens construídos pelos artistas em apresentações em solo, grupo e performances que representam a trajetória de Jú Onze e 24. O público pode esperar por quadros humorísticos com cenas caricatas, dublagens e outros. Como parte de um trabalho acadêmico (TCC), conta com a participação voluntária de amigos e amigas de Júlio Vilela. Atores que faziam Jú Onze e 24 foram convidados para transformarem o palco num território de alegria, muita purpurina e, claro, saudade.

Na ocasião, vai ser exibido o curta-metragem documentário Júlio Além do Efêmero, outro produto do TCC. Estruturado em depoimentos, coleta de imagens, arquivos e clippings, visa narrar um pouco do que foi a trajetória do ator à frente de Jú Onze e 24. O curta traz a presença viva de um homem extraordinário e celebra uma liderança marcada pela empatia e pela generosidade. Para além do TCC, o grupo da produção considera que o vídeo se constitui como um documento importante de registro audiovisual para arquivo e acervo da cultura goianiense.

Respeito da pluralidade – importância de Jú Onze e 24

Para além de fomentar a cultura e o teatro na capital, Júlio Vilela e Jú Onze e 24 abriram caminhos para discutir tabus e promover a questão de gênero. O espetáculo fazia crítica ao binarismo homem x mulher por apresentar homens em roupas femininas. A partir de performances de drag queen, apontava críticas sociais, abordagens sobre política, gênero e sexualidade com muito deboche e humor.

Júlio mantinha bom relacionamento com empresas e meios de comunicação fomentando e valorizando a produção artística local. Buscava fazer um intercâmbio entre políticos e ativistas LGBTS para discutir sobre políticas públicas ao público homoafetivo numa época de tanto preconceito e discriminação. Através de textos, cenas e performances, ele e sua troupe apontavam críticas construtivas e não se submetiam a uma lógica vigente que estava em Goiás, ou seja, fugiam da mesmice preconceituosa que a sociedade como um todo insistia em reproduzir.

Legado do Jú

Júlio conquistou um espaço para o teatro goiano como poucos e seu espetáculo era sucesso na capital, interior do estado e Brasil afora. Mas com sua morte em 2006, acabou-se também Jú Onze e 24. “O Júlio se foi num momento em que estávamos no auge. Fazíamos shows todos os finais de semana e, às vezes, chegávamos a fazer quatro apresentações por dia”, lembra Sérgio Gomes, artista e seu “braço direito”.

Pelo peso que seu nome carrega, os alunos do curso de Produção Cênica do ITEGO em Artes Basileu França Marci Dornelas, Rose Araújo, Sandro di Lima, Tainara Mendes e Thamara Fagury optaram por reviver um pouco desta história e trazer à tona questionamentos tão importantes para os tempos sombrios em que estamos vivendo. O grupo deseja que a memória de Júlio Vilela continue viva e forte na história da capital com o espetáculo Saudade & Purpurina – Um Tributo a Júlio Vilela, que ocorre terça-feira (27/03), às 20h, no Centro Cultural Martim Cererê.

Serviço:

Saudade & Purpurina – Um tributo a Júlio Vilela
Data:
 terça-feira, 27 de março de 2018
Horário: 20h
Local: Centro Cultural Martim Cererê – Rua 94A, Setor Sul, Qd. 18 –  Goiânia (GO)

Programação:

20h – exibição do curta-metragem documentário “Júlio Além do Efêmero”

20h30 – espetáculo Saudade e Purpurina – Um tributo a Júlio Vilela
Ingressos: 11,00 (meia entrada)*** e 24,00 (inteira)

*** Para pagar meia entrada basta “se montar” ou ir com muito brilho, glitter, makes, plumas, paetês, cílios postiços… enfim, basta se deixar levar pelo espírito contagiante do Jú!

Redes sociais: 

Instagraminstagram.com/saudadepurpurina

FacebookSaudade & Purpurina / evento: Saudade & Purpurina – Um Tributo a Júlio Vilela

Produção Geral, Executiva e Cênica: Marci Dornelas, Rose Araújo, Sandro di Lima, Tainara Mendes, Thamara Fagury.

Elenco convidado para curta-metragem documentário e espetáculo: Paulo Reis, Cláudia Vieira, Leleco Diaz, Marcelo Venâncio, Arsênio Gomes, Sérgio Gomes, Sanderson God, Lázaro Leal (Kanichala), Marques Matos (Amargosa Simpson), Chico Miranda e Cezar Ogawa.

 

Texto e fotos: divulgação.