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23 mar 2018
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Indelicada Cia. Teatral apresenta “O Príncipe” em comemoração do Dia Internacional do Teatro

Em 23 de março, a Indelicada Cia. Teatral apresenta o espetáculo “O Príncipe” dentro das atividades de comemoração ao Dia Internacional do Teatro, promovido pelo Instituto de Educação em Artes Gustav Ritter. O espetáculo “O Príncipe” já foi apresentado em festivais de Teatro no México e na Argentina e recentemente foi premiado V Festival Nacional de Teatro de Araguari – MG.

O espetáculo dirigido por João Bosco Amaral narra a história do jovem Hamlet, o príncipe da Dinamarca, que está de luto pela morte do seu pai e enfrenta o oportunismo e a corrupção de seu tio Claudius que usurpou o trono. Baseado na obra Hamlet de William Shakespeare e influenciada pelo Príncipe de Maquiavel, a peça é uma comédia “Maquiaveliclownesca Milk-Shakesperiana”.

Com a estética clownesca, os palhaços Vânio e Kadu (interpretados pelos atores Evandro Costa e Ricardo Fiuza) contam a trágica história do príncipe Hamlet de uma maneira completamente irreverente e politicamente incorreta, dando um tom cômico e melodramático. Os dois palhaços vivem os diversos personagens desta história, que é a mais encenada do mundo, mas agora sobre a ótica e o humor dos clowns.

A apresentação acontecerá no Teatro Pyguá, no Centro Cultural Martim Cererê, às 20h, com entrada franca e livre para todos os públicos.

 

Texto: divulgação.
Fotos: Karla Sarmiento e Zé Veríssimo.


23 mar 2018
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Confira a programação do Cineclube Zabriskie de março

Estamos de volta com a programação do Cineclube Zabriskie do mês de março. A seleção de filmes surpreende pela sensibilidade. Você já parou pra pensar como na infância a escola pode ser o lugar mais divertido da sua vida, onde você encontra amigos brinca e aprende um monte de coisas novas? … Ou, por outro lado, na infância a escola pode ser o lugar do seu pesadelo, onde você é zoado todo dia, tem a maior dificuldade de fazer amigos e ainda tem de aprender um monte de coisas novas. Será que as crianças já nascem preconceituosas?

Nesse sábado e domingo, dias 24 e 25, às 20h, serão exibidos três curtas metragens lindos, dois da Alemanha e o outro da Espanha.

PRINCESS, do diretor Karsten Dahlem, e   VESTIDO NUEVO, do diretor Sergi Pérez têm algo em comum: tratam de episódios de meninos que vão pra escola um dia de vestido. SUPERHEROES, de Volker Petters, é um filme sobre amizade, coragem e tolerância. É uma história sobre adolescentes diferentes que estão procurando por seu lugar na vida.

A sessão terá duração total de 45 min. Assistiremos aos curtas comendo pipoca e depois a gente pode se conhecer e bater um papo. Ah, a censura é livre. Traga as crianças.

SERVIÇO

Exibição dos curtas: Princess, Superheroes e Vestido Nuevo

Duração da sessão: 45 minutos
Classificação indicativa: Livre
Data: 24 e 25 de março
Horário: 20h
Entrada: franca

Local: Zabriskie Teatro
Endereço: Av. Antônio Martins Borges, n.121, qd.89, lt.26, Setor Pedro Ludovico, próximo à 4ª Radial, em frente ao Colégio Estadual Dom Abel.
Informações pelos fones: (62) 981242498 | 993110081

 

FILMES

PRINCESS, Karsten Dahlem, Alemanha, 2017, 17′

Quando o líder do grupo Ole (11) e seus amigos Marco (10) e Milão (12) cortaram a bolsa de escola de Davie de doze anos, Ole nunca teria imaginado que, em seus sonhos mais loucos, pouco depois, ele apareceria no palco com Davie em um concurso de karaoke da escola vestido como uma princesa com maquiagem … nem seus amigos.

 

SUPERHEROES, Volker Petters, Alemanha, 2017, 15’

Phil é pequeno demais para sua idade. Isso o torna alvo de provocações na escola. Inesperadamente ele recebe ajuda da menina Jo, eles se tornam amigos mesmo sendo completamente diferentes um do outro. Isso deixa os provocadores mais irritados. No entanto, eles não são os únicos diferentes na escola e vão surpreender a todos. SUPERHEROES é um filme sobre amizade, coragem e tolerância. É uma história sobre adolescentes diferentes que estão procurando por seu lugar na vida.

 

VESTIDO NUEVO, Sergi Pérez, Espanha, 2008, 14’

A história gira em torno do menino Mário, uma criança que sofre preconceito em sua escola e acaba parando na diretoria. No carnaval, a criança decide ir de vestido rosa para o colégio, surpreendendo assim os colegas e os professores.

O curta Vestido Nuevo recebeu prêmios em vários festivais e é de uma sensibilidade imensa.

Afinal, quem estipulou que vestido é coisa de menina? Onde nasce o preconceito? O que ele é capaz de fazer? As crianças já nascem preconceituosas?

Questões como essas são o maior ponto forte da história. Uma criança sendo apenas uma criança, o preconceito como sempre sendo irracional.

 

Sobre o Cineclube Zabriskie

O Cineclube Zabriskie é um projeto do Grupo Zabriskie Teatro que, desde 2014, consiste em receber o público em sessões com projeção de filmes, pipoca e bate-papo.

A temática é a Diversidade de Gênero e Sexualidade.

O desejo do Grupo Zabriskie é fazer de sua sede um espaço para que todos e todas reflitamos sobre uma sociedade ainda opressora, que nos cerceia em nossas mais íntimas descobertas e incita ao ódio e à intolerância.

Sob a coordenação do ator Alexandre Augusto e a cineasta Brisa Evangelista, o Cineclube Zabriskie vem reunindo um grupo de apaixonados por cinema, em media uma vez por mês, para assistir e discutir sobre cinema e compartilhar inquietações e reflexões para a desconstrução de preconceitos em nossa sociedade.

Os preconceitos devem ser sempre abordados e desconstruídos. A nossa sociedade é predominantemente patriarcal e machista. A homofobia, lesbofobia, transfobia, e tantos outros preconceitos atrozes que incidem diariamente sobre todos é visível. Nas estatísticas constatamos que o Brasil lidera o ranking de violência homofóbica e é o país onde há o maior número de assassinatos de travestis e transexuais.  No cotidiano percebemos a ausência de liberdade para mínimas expressões homoafetivas. E chega-se ao cúmulo da exclusão de pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no mercado de trabalho.

Ancorados em afirmações como a de Gustavo Jönck – “Um espaço para ver filmes raros, saber das novidades, trocar idéias e fazer amigos.”- Alexandre Augusto e Brisa Evangelista propõem no Cineclube Zabriskie um espaço democrático que incentive as discussões sobre as obras audiovisuais e a reflexão profunda sobre assuntos polêmicos e de extrema importância para a construção da pluralidade e cidadania na nossa sociedade.

 

 

Texto e fotos: divulgação.


22 mar 2018
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Teatro: Um poema cômico sobre o envelhecer

Quando se abrem os guarda-chuvas, monólogo da atriz Fernanda Pimenta, terá 10 apresentações gratuitas, em diferentes espaços da capital.A abertura da temporada será no Teatro Cidade Livre, com Entrada Franca, na próxima 4ª feira, dentro da III Mostra de Teatro Cidade Livre

 

Goiânia, 15 de março de 2018. Entre os meses de março e julho, o espetáculo “Quando se abrem os guarda-chuvas” voltará aos palcos de Goiânia e Aparecida de Goiânia, interpretado por sua criadora, a atriz Fernanda Pimenta, do grupo Farândola Teatro. O projeto, apoiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e produzido pela Plano V Eventos e Cultura, prevê 10 exibições em 10 diferentes espaços da região metropolitana, sempre às quartas-feiras, seguido de bate-papo entre a atriz e o público. As primeiras apresentações serão nos dia 21 e 28 de março. A primeira, dia 21/03, dentro da programação da III Mostra de Teatro Cidade Livre, às 10h da manhã. A segunda, dia 28/03, na Oficina Cultural Geppetto, no Setor Pedro Ludovico, às 20h. Todas as apresentações do projeto são gratuitas. A ação, caracterizada como uma temporada teatral circulante, tem o propósito de contemplar públicos diversificados, criando uma agenda com maior duração, trazendo ao espectador a certeza de que em duas quartas-feiras de cada mês, durante cinco meses, haverá teatro em algum lugar da capital. Durante o projeto o público ainda terá a oportunidade de conversar com os realizadores do espetáculo, para falar tanto da produção cênica que ocorre em nossa região, quanto sobre os caminhos que levaram à construção deste trabalho. A diversidade de plateias também se relaciona com a pluralidade dos espaços cênicos que serão utilizados, como no caso do Ponto de Cultura Cidade Livre – Teatro Cidade Livre, em Aparecida de Goiânia; da Escola Municipal Renascer, que fica no bairro Real Conquista; ou da Oficina Cultural Geppetto, no Setor Pedro Ludovico; e ainda a Universidade Federal de Goiás e os cafés e bares da capital que abrem espaço para o teatro; o Espaço Sonhus, no centro de Goiânia; o Instituto Federal de Goiás; o Zabriskie Teatro. Todos são considerados equipamentos culturais, capazes de agregar ainda mais valor ao que está sendo colocado em cena, por suas próprias trajetórias de fomento à cultura.

 

Uma ode à velhice contemporâneaO monólogo “Quando se abrem os guarda-chuvas” tem a atuação de Fernanda Pimenta, que também é co-autora da obra. A direção é da espanhola Elena Diego e a dramaturgia do carioca João Pedro Fagerlande. Sua estreia ocorreu em 2011 e desde então tem conquistado plateias brasileiras e estrangeiras, com um trabalho de teatro físico e poético, que é ao mesmo tempo melancólico e cômico, lírico e áspero, contundente e apaziguador.A oralidade é o ponto de partida da personagem Conceição, uma viúva de mais de 70 anos, que se relaciona com o público de uma maneira calorosa, falando de seu dia-a-dia de pessoa idosa, que viu seu mundo se transformar aos poucos, sem que tivesse o controle dos caminhos que a fizeram chegar até ali. A espevitada figura fala em futuro, em desejos, em como se relaciona com um mundo cada vez mais veloz e tecnológico, e certifica a audiência de sua autonomia e capacidade de se apropriar de tudo isto que agora a rodeia, inclusive sua vontade de novamente amar. Em um decorrer de espetáculo penumbroso e de energia crescente, Dona Conceição contracena com suas memórias e com personagens que estão do outro lado da ligação ou das redes sociais, e as traz tão vividamente para a cena, que chegamos a ouvir suas vozes. Ou seja, quando Dona Conceição abre seu guarda-chuva é tão somente para sair mundo afora, caminhando em direção a um futuro que ainda pode lhe reservar muitas surpresas.

 

FERNANDA PIMENTA Atriz brasileira, 32 anos, residente em Goiânia. Palhaça, dramaturga, produtora, diretora, mestra em artes cênicas e educadora. Iniciou sua carreira teatral aos 17 anos, quando ingressou no Grupo Guará, companhia pertencente à Universidade Católica de Goiás. Permaneceu no grupo até 2008, quando se muda para Londres. Em 2010 volta para o Brasil, desta vez para o Rio de Janeiro, onde fica até outubro de 2013, após regressar de um período de 5 meses de uma residência artística em Portugal e apresentações na Espanha. Em novembro de 2013 regressa à Goiânia, onde atualmente apresenta dois espetáculos como convidada do Grupo Bastet, um infantil como convidada da Cia de Arte Poesia que Gira, e duas peças da Farândola Teatro, grupo que fundou em 2011, juntamente com a espanhola Elena Diego Marina. Desenvolveu pesquisa artística no Mestrado em Artes da Cena na Unicamp, finalizando a dissertação em fevereiro de 2017.

 

SERVIÇO:

 

Espetáculo teatral “Quando se abrem os guarda-chuvas”

 

Data: 21/03/2018 (4ª feira) – 10h

Local: Teatro Cidade Livre – Av. Progresso, QD 21 LT. 4 CS.01 –

Jardim Monte Cristo, Aparecida de Goiânia  – Tel.: 62 3248 6273

 

Data: 28/03/2018 (4ª feira) – 20h

Local: Oficina Cultural Geppetto – Rua 1013, Qd. 39, Lt. 11, St. Pedro Ludovico – Tel.: 3241 – 8447

 

ENTRADA FRANCA

(Contribuições voluntárias e espontâneas serão bem-vindas, para a continuidade do trabalho do Farândola Teatro).

 

 

Assessoria de imprensa:

Ana Paula Mota / 62 99941 5464 / [email protected]

Outros contatos:

Produção: Plano V Eventos e Cultura / Patrícia Vieira / 62 99948-9556

 

Texto e foto: divulgação.


22 mar 2018
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OLHO na Mostra Latino-americana de Teatro Cidade Livre

A Cia. Teatral Oops!.. volta a entrar em cartaz com seu premiado espetáculo OLHO, dessa vez na III Mostra Internacional de Teatro Cidade Livre, que acontecerá no ponto de cultura Cidade Livre, do dia 17 ao dia 24 de março, na cidade de Aparecida de Goiânia. A peça, que já percorreu diversos festivais pelo Brasil e exterior, será a atração da noite do dia 22/03 (Quinta), às 19:30h e terá entrada gratuita, assim como todos os espetáculos que compõem a grade de programação do festival, que pode ser conferida pelo site:https://www.teatrocidadelivre.com/mostra. 

 Sinopse OLHO

O Homem dá seu depoimento até o final da história. Tal situação faz com que o interlocutor (neste caso os espectadores) assumam o papel de testemunhas da sua história. Esse Homem, que se chama Iago, várias vezes afirma que não é louco. Para provar que está falando a verdade, ele conta os detalhes do crime que cometeu procurando exaltar sua serenidade e lucidez. Adaptação do Conto “Coração Delator” de Edgar Allan Poe, “Olho” é um espetáculo que busca manter a essência narrativa do conto, mantendo toda a atmosfera “noir”, “policial” e terror que o romântico Allan Poe propõe na maior parte de suas obras.
Serviço
3° Mostra de Teatro Cidade Livre – Ed. Latinoamericana
Apresentação do espetáculo OLHO
Dia 22/03 (Quinta) às 19:30h
Entrada Gratuita
Ponto de Cultura Cidade Livre (Av. Progresso, QD 21 LT. 4 CS.01 -Jardim Monte Cristo, Aparecida de Goiânia – GO, Brasil 74.968-330)

Texto e fotos: Cia. Teatral Oops!


15 mar 2018
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#52 Desejo

No ponto de ônibus o casal esperava a linha para ir embora. Ela com um sorvete da Kibon, sol de 33 graus. Ele de boné, em pé, agoniado. Ambos não viam a hora de ir embora daquele dia de trabalho cansativo, tenso e demorado.

Chegariam em casa, tomariam banho gelado no chuveiro ou na bica. Ela iria preparar arroz com carne e tomates frescos. iriam assistir o jornal nacional, só para saber mesmo um pouco do mundo afora. Mas, no fundo, nada daquilo interessava para eles.

O maior desejo mesmo dos dois era a hora de dormir. Deixariam pele na pele, abraçados, sentindo o cheiro um do outro misturado, sabonete de lavanda e Protex. Ela sempre dormia de perfume, ele tinha a pele quente. Abraçados, a noite começava e o universo poderia se acabar. O único mundo que realmente importava era o deles. Quando os olhos negros dele mergulhavam nos olhos cor de mel dela não tinha infinito ou perdição mais profunda.

 

Texto escrito em 29/12/2017.


05 mar 2018
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#51 Minhas mulheres

Eu tenho várias mulheres. Sou todas elas e sou delas. Na maior parte do tempo, sou a que persegue os sonhos, os desejos, os caminhos. Essa mulher é visionária, tem fé na vida – até porque sem isso o caminho seria mais difícil de enxergar -, não desiste do que busca, nem do que é correto.

Essa mulher anda com outra, que acorda sensível em alguns dias. Tem vontade de chorar, de desistir, de ceder. As lágrimas que caem, no entanto, se transformam em força para remar contra a maré. Essa mulher é resiliente, no sentido mais pleno e profundo da palavra.

Essas duas mulheres amam uma outra, que sofreu abuso, assédio moral e sexual. Não foram poucas as vezes que sofreu preconceito de gênero e foi alvo de comentários e ações mal intencionadas. Já foi perseguida na rua, de dia e de noite. Já teve um ex-namorado que a perseguiu, sob o argumento falso de “amor” e “posse”. Essa mulher não desiste, nem se vitimiza: ela luta.

Há, ainda, outra mulher. Ela tem medo. Do futuro, do presente e até do passado que às vezes aparece para assombrá-la.  Tem medo de dar um passo e de ser julgada por ele, porque o mundo não é justo. Mesmo assim ela sempre segue adiante porque acredita que o caminho se faz caminhando e que não pode, de nenhuma maneira, deixar que os estigmas e preconceitos tentem defini-la ou colocá-la na jaula do esquecimento. Essa mulher vê adiante, onde ninguém enxerga.

Tenho comigo, ainda, uma mulher amorosa e muito meiga. Daquelas que sorriem junto ao entardecer, com a face tenra. As crianças e os adultos perto dela refletem o amor que essa mulher carrega no peito. Como uma mãe que acolhe e uma amante-amiga que ama incondicionalmente, ela segue seus dias doando o que tem de melhor para todos. Mesmo com tanta beleza e carinho, essa mulher também é julgada. Por cuidar dos filhos, da casa, da família. Mas ela não liga, nem um pouco, pois isso a faz ser mulher como escolheu ser, mesmo que o mundo não a compreenda.

A última mulher parece ser dura, às vezes até sem sentimentos. Anda de cara fechada, é muito focada no trabalho e nas conquistas profissionais. Tem gente que acha que ela não tem – ou não pode ter – sentimentos, mal sabem essas pessoas o quão equivocado esse pensamento é. Essa mulher endurece, muitas vezes, para conseguir sobreviver em meio a atitudes desleais, falácias ditas e veladas. E ela segue, sempre em frente. Não olha para trás. E é feliz, no seu mundinho particular.

Minhas mulheres são únicas e incríveis, sejam juntas ou separadas. Na sua completude, elas vão percorrendo sonhos, desejos, sorrisos. Anseiam por um mundo melhor e amam o ser mulher. Mesmo com as barreiras, mulheres, elas são. Resistentes, intransponíveis, à frente de seu tempo. Tenho muitas mulheres. Sou todas elas e sou delas.

 

Foto: Bruno Destéfano.


22 fev 2018
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#20 Noites em claro-escuro

Sono foi embora há um tempo e não voltou. A insônia diz tudo. Diz nada: pressente. A hora da inquietude, as respostas por vir, o calafrio na pele fina. A insônia é aquele respingo, da chuva de mais cedo, é a aurora não nascida.

E nos morros mais distantes, nos ventos mais longínquos, na sombra da porta da casa velha refletindo num final de tarde, a insônia pode ser a resposta para pergunta que será feita para encaixar em alguma resposta. Naquilo que, ainda agora e também outrora, sempre está por vir.

Um carro passa na rua. Uma moto. Risadas. Som alto. E os pensamentos e lembranças indesejáveis passeiam nas ruas semi-escuras, entre as árvores caladas que só esperam o amanhecer. Sempre existe uma lasca cristalizada de pedra para incomodar, continuamente. Porque algumas coisas, vai tempo e vem tempo, não desaparecem totalmente a sete palmos do chão. A insônia, ah essa danada… Me deixa dormir, vai!

 

Foto: Bruno Destéfano.

 


08 fev 2018
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Exposição aborda espiritualidade de matriz africana em Minas Gerais

O Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) abre na terça-feira (6/2), às 19h30, a exposição Na Angola tem: Memórias e Cantos do Moçambique do Tonho Pretinho, que reúne fotografias de Marcelo Feijó. Na ocasião, haverá também a estreia do documentário Na Angola tem, de Talita Viana e Sebastião Rios e o lançamento do livro (com CD e DVD) Na Angola tem: Moçambique do Tonho Pretinho, da autoria de Talita Viana e Sebastião Rios com fotografias de Marcelo Feijó e Diana Landim.

O trabalho multimídia mostra a atuação do Moçambique do Tonho Pretinho no Congado. A festa religiosa acontece em Itapecerica, Minas Gerais, e celebra os antepassados, as forças da natureza, divindades afro-brasileiras e santos católicos de devoção negra. A mostra seguirá em cartaz na Galeria do CCUFG até dia 16/3.

Assinada por pesquisadores da UFG e da Universidade de Brasília (UnB) que integram o Grupo de Pesquisa “Música, Sociedade e Performances”, a iniciativa tambémé fruto de ação realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com a UFG no projeto “Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial relacionado à música, canto e dança de comunidades afrodescendentes na América Latina”, coordenado pelo Crespial/Unesco.

O Projeto

As várias ações do projeto Memórias e cantos do Moçambique do Tonho Pretinho convergem para seu principal eixo, que é a salvaguarda e divulgação das concepções religiosas e das práticas culturais próprias dos descendentes de africanos na América, mostrando a tradição das danças, dos ritmos, das concepções religiosas e dos sentidos dos cantos presentes no Congado; sentido que, embora ligado à memória ancestral, se atualiza em cada edição da festa.

Nas cerimônias de coroação de reis congos nas festas de Nossa Senhora do Rosário, os tambores e as danças invocam de um modo africano os santos católicos e conferem a seu culto desdobramentos e significações novas nesta manifestação híbrida do catolicismo negro de raiz banta no Brasil. Na festa, os principais santos homenageados são Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora das Mercês. Os santos têm sua corte composta por rei e rainha congos, perpétuos, e rei e rainha eletivos, tradicionalmente de promessa. Os ternos − moçambique, catopé, vilão, congo, marinheiro etc − “trabalham” para os santos, tocando, cantando e dançando na rua e nas casas. Durante sua evolução, o capitão canta os versos e os demais componentes respondem em coro. Os capitães vão tirando os versos para as várias funções − visita aos festeiros, busca dos mordomos para o levantamento dos mastros, acompanhamento de reis e rainhas, cortejo da princesa Isabel, que também passa a ser homenageada em algumas localidades nas comemorações da abolição.

Por ser a guarda preferida de Nossa Senhora do Rosário − aquela que retirou Nossa Senhora do mar, num episódio fundador que caracteriza a identificação da santa com a humildade e o sofrimento dos escravos −, o Moçambique é o principal responsável pela preservação dos mistérios e da sacralidade da festa. Por isso, tem primazia nos cortejos.

Folia de Reis

Na oportunidade da abertura da exposição, será apresentado ainda o livro (com CDs) Toadas de Santos Reis em Inhumas, Goiás: tradição, circulação e criação individual, da autoria de Sebastião Rios e Talita Viana e fotografias de Rogério Neves, que apresenta 40 toadas de Santos Reis e traz uma discussão sobre a criação individual em manifestações coletivas tradicionais e difusas e suas implicações para o direito autoral. O livro e CDs foram realizados pela UFG com o apoio do Programa de Extensão Universitária do MEC/SESu e do IPHAN/MinC e ainda do Fundo de Arte e Cultura da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás.

Serviço:

Exposição Na Angola tem: Memórias e Cantos do Moçambique do Tonho Pretinho.

Local: Galeria do Centro Cultural UFG – Avenida Universitária, n° 1553, Setor Leste Universitário.

Data: De 6/2 a 16/3.

Abertura: 19h30.

Visitação: Gratuita. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e de 14h às 18h.

 

Ficha Técnica:

Exposição Na Angola tem: Memórias e Cantos do Moçambique do Tonho Pretinho

Fotografias: Marcelo Feijó, com fotos adicionais de Diana Landim e Rafael Sávio

Curadoria e projeto expográfico: Carlos Ferreira

Documentário Na Angola tem

Direção: Talita Viana e Sebastião Rios

Direção de fotografia e montagem: Diana Landim

Contatos: [email protected][email protected][email protected]


08 fev 2018
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Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões começa dia 7

A 11ª Mostra de Cinema “O Amor, a Morte e as Paixões” teve início nesta quarta-feira (7), no Cinema Lumière do Shopping Bougainville. Até o dia 21 de fevereiro, serão exibidos 115 filmes de 36 países em mais de 400 sessões, entre as quais produções independentes realizadas em Goiás – muitas que celebram os 40 anos do Cineclube Antônio das Mortes – além de dois clássicos de Fellini e vencedores e integrantes de seleções oficiais de festivais internacionais como os de Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, São Paulo e Rio de Janeiro.

O curador da Mostra é o professor da Faculdade de Informação e Comunicação da UFG, Lisandro Nogueira. De acordo com o professor, o evento esse ano vai trazer mais de 20 filmes inéditos no Brasil, que serão exibidos aqui antes de irem para os circuitos nacionais. “Vamos rodar mais de 100 filmes, de indicados ao Oscar até filmes cult, todos premiados nos grandes festivais de cinema do mundo. Além disso, vamos contar com diversos atores, diretores e professores de cinema”, conta.

Confira AQUI a programação completa da Mostra.

 

Fonte: Com informações do Adufg Sindicato.


13 out 2017
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#39 Resistência

De onde venho certas palavras carregam um significado além das letras e registros. Resistência é uma delas. Para além das lutas cotidianas, aquelas em que “resistência” é facilmente encaixada no contexto e nas frases, há momentos específicos em que o sentimento, a razão da nossa resistência é muito mais uma sutileza.

É quando você sabe que, em certas ocasiões, não é o grito mais alto e sim o silêncio mais solitário que permite que seu nome entre numa lista importante e esperada. É quando você luta contra o aumento de centavos do ônibus ou do almoço universitário para permanecer focado em um sonho profissional. É quando você simplesmente é resiliente e resistente porque tem esperança de ver adiante um futuro bem além deste aqui.

Não é fácil entender isso, quem dirá compreender. Mas sempre há olhos e ouvidos que entenderão. Ser resistente não é aguentar desaforo, é ser rio, talvez árvore. Tão pouco, ser individual. Um movimento único afeta um todo, logo sejamos como peixes que nadam seu fluxo ou contra ele, mas enxergando um objetivo maior.

As pequenas coisas, essas passarão. Nos atentemos ao que realmente importa: a humanidade. Um todo que não se resume a ações de caridade ou relacionamentos cotidianos por carência, conveniência ou hipocrisia. O resto passa.  Tudo passa mesmo, quem dirá a superficialidade desse um mundo de três minutos de fama e dois de decadência.

 

Texto escrito em 2017.

Foto: Bruno Destéfano.