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23 abr 2017
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Cansei de ser honesta

Cansei de ser honesta e respeitar os sinais de trânsito, enquanto tantos outros aceleram no amarelo e até no vermelho, empurram a gente em qualquer faixa, proferem xingamentos, especialmente às mulheres, passam por cima dos pedestres e boa parte das vezes não são punidos, sequer com uma multa. Cansei de ser honesta e pagar minhas contas em dia, inclusive a TV por assinatura que meu vizinho que fala mal do governo e da corrupção fez um “gato” esses dias e me deu o maior trabalho com a operadora para identificar o problema e corrigir.

Cansei de ser honesta e gentil, pagando mais ou menos um preço que considero digno e que cabe no meu bolso para minha diarista. Vejo tanta gente explorando absurdamente essas pessoas, às vezes até pagam o mesmo que eu, mas faltam negar às funcionárias a água de beber. São humilhadas a esfregar janelas e batentes até a ponta, sem a menor necessidade, mas não podem comer uma banana sequer. Usam 1.001 produtos tóxicos de limpeza pra esfregar e deixar brilhando o ego dos patrões egoístas.

Cansei de ser honesta e trabalhar todos os dias, inclusive após o expediente e em finais de semana, nada remunerados, muitas vezes por um senso de necessidade e de responsabilidade. Tanta gente que fala em ética, caráter, honestidade, corrupção vive de atestados médicos para matar expediente – e isso ganhando salários muito altos. Além disso, acumula cargo, ocupa computador do serviço público para ver blogs de games enquanto os processos e demandas se acumulam. Humilham os demais colegas de trabalho e subordinados, não tem noção de liderança, são seres cuja ganância os limitou a serem apenas mesquinhos. Querem um governo e um emprego que, na verdade, só aumentem o salário pessoal de cada um. E o resto que se dane.

Cansei de ser honesta e estacionar nas vagas para todos. Tanto marombeiro jovem que estaciona nas vagas de idosos e de deficientes físicos que eu sinceramente não compreendo como não se sentem mal. São a geração “eu mesmo, agora e sempre”. O mundo nasceu do meu umbigo e é a partir dele que se movimenta. Meu carro, minhas viagens, meu bem-estar, minhas conquistas, meu tênis da Nike, meu carro importado, aquele show do ano naquele festival famoso. O resto não interessa.

Sinceramente, cansei de ser honesta. Porque não era para ser difícil, pesado, para dar trabalho. Mas confesso que vendo um pouco disso e de tantos outros exemplos no dia a dia me sinto nadando contra a maré. A gente começa a se perguntar quando é que o mundo virou… Será que virou ou eu que sempre vi errado? Será que ainda tem jeito de mudar?


23 abr 2017
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Corpo ideal

Basta passar em frente a uma banca de revistas ou mesmo em sites e redes sociais que vemos o assunto que nunca sai de moda: o corpo ideal. Mas, ora, o que seria um corpo perfeito? Curvas delineadas, cintura fina, pernas e braços definidos, cabelos da cor e corte da estação, unhas feitas com esmalte da atriz global do horário nobre. Resumidamente, é isso mais a dieta do momento, que dependendo do mês pode ser óleo de coco ou banha de porco.

É uma pena que desde sempre tenhamos convivido com essa mentira de corpo ideal. O corpo perfeito, pra mim, é o meu. Seja com uns quilinhos a mais que luto pra eliminar, seja com as estrias que sinalizaram o crescimento, seja com arranhões e marcas de tantas quedas que levei. E assim deveria ser para qualquer mulher. Não faço minhas unhas regularmente, tão pouco corto meu cabelo a cada dois meses. Pra ser bem sincera, vai da minha cabeça. Agora desisti das tinturas e vejo meus fios brancos com certa simpatia. Tenho esperado o meu tempo pra mudar de visual. E acredito que para muita gente tenha faltado tempo para se perceber e se curtir, do jeito que é.

Não faço campanha contra salões de beleza, pelo contrário, é um dos meus espaços favoritos. Apenas chamo atenção para algo que tem faltado em muitas mulheres: se aceitarem como são e apreciarem a beleza disso, sem ligar para algum padrão social ou para o que os outros vão pensar. Que pensem! Não podemos deixar de viver porque estamos preocupadas com aparência ou costumes, porque vamos casar e temos que perder 15 quilos para o vestido de noiva, porque temos que passar pelo martírio da depilação, porque temos que andar sempre maquiadas, porque precisamos de cirurgia plástica aumentar os seios, diminuir a barriga e corrigir as imperfeições.

Tantos porquês por aí e a vida passando. Feliz é quem tem tempo de viver, aproveitar, fazer o que gosta. Feliz é quem tenta e tem atitude de fazer o que faz se sentir melhor, sem dar espaço para o que nos minimiza, derruba nossa autoestima e incomoda. Feliz é quem tem a coragem de dizer “não” a determinadas imposições sociais que querem nos taxar e dizer como devemos ser, anulando quem realmente somos. Vamos viver, vamos nos permitir. Ser feliz e mais nada.


23 abr 2017
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Romance fora de moda

Esses dias, enquanto andava numa rua qualquer, reparei numa música sertaneja de sucesso cuja letra se tratava de ciúmes, como uma porção de letras musicais desse e de outros estilos. Normal, já que ciúmes, romance, amor, traição e tudo quanto é tipo de sentimento sempre embalou e continuará embalando nossas vidas nos mais diversos estilos musicais. Mas o que me chamou atenção foi que, a partir dessa música em particular, comecei a perceber que não se tratava de ciúmes, mas de obsessão.

Algumas canções soam quase como uma perseguição, é a mulher que não para de ligar, é o Whatsapp que não para de piscar, é a senha do celular que é motivo de briga, a pessoa traída que não vive a vida e sequer dorme, ligando sem parar para outra que está na balada. É um ciúme doentio, obsessivo, que destrói relacionamentos e qualidade de vida. Eu sequer chamaria isso de romance, tão pouco de amor.

Há sim um bem-querer, estar perto, um cuidado que desperta um leve ciúme, como se quiséssemos proteger alguém. E isso ocorre entre casais, irmãos, amigos, pais e filhos. Mas há limites, se alguém deixou de viver normalmente as tarefas diárias ou vive imerso em brigas por conta de outra pessoa, quem quer que seja, é preciso repensar e, se for o caso, procurar até mesmo ajuda. Motivamos pelo ciúme, que inclusive é travestido de “cuidado”, muitas pessoas matam famílias, destroem vidas, não se desligam de situações doentias e destruidoras.

Nessas situações, é hora de ligar o alerta e perceber que isso não é romance, e que esse “ciúmes” nunca esteve na moda. Procure ajuda! Em muitas cidades há grupos de terapia e apoio a homens e mulheres que amam demais (como o MADA/RJ ) e também atendimento clínico e psicológico em hospitais públicos, como os universitários e de referência. Esse “amor excessivo” prejudica a todos os envolvidos, mas tem tratamento. Amor de verdade é livre, leve, solto e não oprime!


16 abr 2017
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O vendedor de realidades

Esses dias estava com uma amiga em uma sanduicheria e topamos com um vendedor de produtos artesanais – como ele mesmo denominou. Fiquei até interessada em um filtro dos sonhos, mas acabei não levando. Por fim, decidimos dar a ele o lanche que havia pedido, pois não comia há não sei quanto tempo.

O vendedor começou a contar a história dele e a filosofar, de certa forma sobre a vida. Enquanto aguardava o lanche, no contou que um dia morou em uma casa fixa, que fora feliz e arrebatado por um grande amor que o traiu. Depois da traição, ele decidiu mudar de rumo. Hoje perambula por várias cidades, vende seus brincos hippies e seu filtro dos sonhos. Inclusive nos disse que hippie mesmo tinha outro significado do que muitos vendedores ambulantes aplicam hoje, vendendo peças da China.

Quando chegou o lanche, o vendedor agradeceu, se despediu e foi-se embora. Ele não era triste, havia uma certa paz dentro dele. Senti que escolheu seguir aquele caminho, embora tivessem tantos outros. Ele era bom com outras habilidades, as quais não me recordo agora, mas quis essa vida de praça em praça.

Lembrei um pouco do livro do George Orwell, “Na pior em Londres e Parias”. Aquele sujeito tinha, sem dúvida, um caminho definido na cabeça. Escolheu viver na rua por diversas razões, o que não significa que não tenha dignidade, clareza, respeito e tantas outras qualidades. E em quê ele é pior do que nós? Em nada. Talvez tenhamos apenas um lugar fixo para morar. Ou só isso.


05 abr 2017
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Goiânia recebe espetáculo sensorial dedicado ao público cego no CCUFG

O Teatro Cego da peça ‘Como Nascem os Heróis’ acontece nos dias 6 e 7 de abril

O espetáculo ‘Como Nascem Os Heróis’ vai reunir toda a família neste final de semana em duas apresentações, que mesclam música e teatro, no Centro Cultural da UFG. Mesmo sendo produzido especialmente para o público cego, a peça permite que as pessoas que enxergam assistam ao espetáculo com uma venda cobrindo os olhos.

Enquanto a legenda e a audiodescrição configuram-se atualmente como principais técnicas utilizadas para garantir a acessibilidade ao teatro e cinema, o espetáculo ‘Como Nascem os Heróis’ vai além: No decorrer da peça a plateia é levada para uma viagem de sensações que afloram com a emoção de cada cena.

O trabalho é complexo e envolve, além de atores e músicos, uma série de ajudantes, responsáveis por causar as sensações na plateia.

Sinopse
O espetáculo conta a história de um terrível vilão, o Senhor Atrito, que apronta todas nofantástico Mundo da Magia e do Encantamento Onde Tudo Pode Acontecer. Porém, dois cientistas vão fazer de tudo para derrotar o Sr. Atrito e salvar o mundo da imaginação. O roteiro brinca com elementos naturais do cotidiano e discute ainda questões humanas e sensíveis ligadas ao relacionamento interpessoal e social. A peça ensina que todos nós somos heróis e que não é preciso ter super poderes para ajudar o próximo.

 

S E R V I Ç O
Como Nascem Os Heróis – Teatro Cego
Onde: Centro Cultural da UFG – Av. Universitária, 1533, Setor Leste Universitário
Quando: quinta e sexta-feira, 06 e 07 de abril
Que horas: quinta às 19h e 20h30 e sexta às 19h e 20h30
Ingressos: R$ 20 / R$ 10
Classificação: Livre

 

Fonte: Curta Mais / Paloma Carvalho

Foto de capa: Divulgação


01 fev 2017
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O pequeno menino grande

Um menino que já nasceu grande. Juro que não sei como a mãe dele aguentou a barriga, quem a via jurava que carregava gêmeos. E com o passar do tempo percebemos que ele valia por dois, no melhor dos sentidos.

O pequeno menino grande sempre teve muito carisma, um olhar sereno e amigável mais extenso que os demais, por ora um silêncio mais demorado. Outras vezes um sorriso mais contido – para alternar com as risadas exageradas. Ambicioso, mas sem excessos.

João já nasceu grande: no tamanho e no nome. Salvo engano pesava quando cinco quilos quando saiu da barriga da mãe, por cesariana claro. Agraciado por Deus, João Pedro também é firme, forte, rochedo. Afinal é esse o significado do seu nome, que ele vai incorporando aos poucos, com a maturidade.

E João vai seguindo seu caminho, uma risada aqui, outra ali. Nada de estresse. Sempre inventa histórias, gosta de descobrir a vida, por filmes, por livros, pelos amigos, pela própria vida. E ainda sabe que o seu caminho será sempre longo, generoso, feliz e com muito amor. João: o pequeno menino grande que faz todo mundo feliz


23 jan 2017
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Espetáculos gratuitos no parque

Projeto Domingo no Parque oferece espetáculos gratuitos

Atividade tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Goiânia e prevê apresentações nos dias 22 e 29 de janeiro e, ainda, no primeiro domingo de fevereiro, dia 05. Opção de lazer é gratuita

A edição 2017 do Projeto Domingo no Parque já tem na programação três espetáculos previstos para ocorrerem a partir deste domingo, dia 22 de janeiro. A Cia. Teatral Oops!… é a responsável pelas performances teatrais, montadas com apoio institucional da Lei Municipal de Incentivo á Cultura da Prefeitura de Goiânia. Proposta tem como objetivo a ocupação artística dos principais parques de Goiânia, criando uma programação teatral gratuita aos domingos em espaços de convivência coletiva da cidade, permitindo acessibilidade cultural para diversas camadas da sociedade.

No dia 22 de janeiro, às 10 horas, será realizada a apresentação do premiado espetáculo Desamor, no Parque Areião. No dia 29 de janeiro, é a vez da comédia Mateus e Mateusa roubar a cena no Parque Flamboyant, às 17 horas. Já no primeiro domingo de fevereiro (dia 05), acontecerá a apresentação da peça Arruda com Alecrim, às 10 horas, no Bosque dos Buritis. Todas as apresentações são gratuitas e abertas a todas as idades.

Sinopses
Desamor – Peça narra a história do jovem Cândido, que se apaixona à primeira vista pela exuberante Anita, a qual nutre sentimento recíproco por seu amado. Porém, o amor não deixa sobreviventes. Anita se vê impelida a abandoná-lo, em busca de conhecer a si mesma e ao mundo, e Cândido nada faz para impedir a partida de sua amada. Daí, então, seu coração torna-se um vazio tão imenso quanto um deserto, seco e árido, sem sentido. É assim que Cândido resolve partir em busca de sua amada em uma jornada que o levará a um mundo desconhecido, habitado por seres fantásticos.

Mateus e Mateusa – Espetáculo coloca em cena um divertido casal idoso que, após 50 anos de união, vive em pé de guerra. Cansados um do outro, acusam-se mutuamente de abandono. De um modo quase farsesco, a peça aborda em cena a convivência familiar, suas relações, o consumismo e a futilidade.

Arruda com Alecrim – A peça tem como cenário uma pequena cidade do interior de Goiás e narra a história de duas famílias que, separadas pelo poder e a pobreza, unem-se através do amor proibido de seus filhos. Mariquinha, a menina princesa, e Zezinho, o filho do sapateiro, vivem história semelhante ao clássico amor de Romeu e Julieta.

Serviço
Assunto: Projeto Domingo no Parque
Dia 22/01 (Domingo), às 10h – Desamor (Parque Areião)
Dia 29/01 (Domingo), às 17h – Mateus e Mateusa (Parque Flamboyant)
Dia 05/02 (Domingo), às 10h – Arruda com Alecrim (Bosque dos Buritis)

Legendas:
Foto: Arruda com Alecrim
Fonte: Prefeitura de Goiânia


02 jan 2017
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Sobre o tempo

Sempre cresci ouvindo que tempo é dinheiro, depois me dei conta que tempo é ouro fino. Porque ele não volta, só anda pra frente e, por vezes, escorre entre os dedos. Tempo é precioso, mas ao contrário do ditado popular ele se torna importante porque diz o quanto algo ou alguém importa para nós.

A gente pode correr atrás do tempo, mas ele não volta. O que fica é o que plantamos com ele, porque isso é o que vamos colher. O tempo que passamos conversando com um amigo, conhecendo pessoas que realmente nos acrescentam algo a mais, estudando para adquirir conhecimento e tentarmos nos tornar um pouco mais sábios e evoluídos.

Cada vez que inspiramos e expiramos ar o tempo passa e, com ele, revoluções acontecem. Sejam a nível individual ou de mundo. O tempo, amigos, é o que temos de mais valor. Quem compartilha tempo conosco merece cuidado especial.


13 nov 2016
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Casal 80

Todos os dias, quando saio do meu prédio, encontro o casal 80 no elevador. Eles andam pela manhã, ele de bermuda e tênis, ela de bermuda e chinela estilo confort. O casal tem tanta intimidade que não precisam segurar a mão um do outro. Tantos anos juntos, sem dúvida, os fizeram compreender a palavra no olhar ou intuitivamente, apenas pelo pensamento.

Com frequência os vejo no elevador ou, então, entrando no prédio. Às vezes passam no supermercado, mas fazer tudo a pé mesmo. Nunca os vi tristes. A senhora muito gentil carrega todos os dias um sorriso no rosto e nas mãos a leveza de uma vida dura, mas feliz. O senhor tem uma boina que adora, suas sobrancelhas são brancas e espessas e ele, sem dúvidas, é um bom contador de histórias.

O casal 80 (bom, eu acredito que eles tenham entre 79 e 82 anos) tem energia e disposição. Esses dias no meu prédio os dois elevadores estavam quebrados e eles, sem problema algum, subiram as escadas até o 13º andar. Como disse a síndica, a disposição e energia deles nem causou preocupação. Eles subiram e desceram as escadas três dias seguidos.

Eu admiro esse casal. Só os conheço do elevador, não sei como se chamam, se têm filhos, netos, bisnetos. Provavelmente tem, e muitos. Tenho a impressão de que com o tempo passaram a ver melhor o verde das arvores e a sentir o sabor das frutas. Eles não vivem essa agonia que muitas vezes nós vivemos diante da vida. Para eles há felicidade mesmo na tristeza que eventualmente possam sentir. Não há aflição nem nos olhos cor de mel da senhora, nem nos olhos pretos desse senhor. Em seus olhares só se pode ver duas coisas: amor e paz.

Foto: Candida.Performa/Flickr.


18 out 2016
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O leão nosso de cada dia

Não importa o dia da semana, todo dia é um recomeço. Novos desafios no trabalho, na vida pessoal, nos próprios afazeres domésticos (ô partezinha chata…), nos relacionamentos, nas nossas lutas internas. É aquele ditado: praticamente matamos “um leão por dia”. Mas matar é um verbo tão forte, tão agressivo e eu diria que até injusto, não acha?

Talvez esse “leão” diário precise mesmo é de um cuidado, um jeitinho, um elogio que possa nos fazer perceber, inclusive, que o leão desafiador que tanto nos assusta pode não ser tão grande assim. Outras vezes, diversos desafios são sim difíceis, precisam de persistência, garra, ânimo e um empurrãozinho de outras pessoas e amigos para vencê-los.

Por vezes, não é preciso matar esse tal leão, mas apenas afagá-lo. Nos estressamos sempre por questões tão pequenas que podem ser resolvidas com atitudes muito simples. Um bate-papo, um café, uma roda de conversa com esse leão e daqui a pouco, ao invés de estrangulá-lo como no começo da semana, terminaremos a sexta-feira convidando ele para o happy hour. Afinal, todos nós sabemos que os leões vivem, na verdade, dentro da gente.



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