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09 dez 2019
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O irmão que eu tive

Por um bom tempo eu considerava internamente o Julyan como o irmão que eu não tive porque eu gostaria muito de me lembrar dele, de ter brincado junto com ele, de fazer coisas que crianças fazem e eu não tive a oportunidade. O Ju morreu de câncer quando eu tinha dois anos de idade, e ele me conheceu. Temos algumas fotos juntos, daquelas que as crianças tentam segurar o neném e não deixar cair. Típico de irmãos. E, por não ter convivido com ele, não me lembrar de absolutamente nada, sempre fiquei com esse sentimento de um irmão que ficava “em cima do muro”. O que sei dele, na verdade, é o que meu irmão mais velho conta. E depois de muitos anos, quando eu já era adulta, minha mãe me contou algumas coisas, como os brinquedos favoritos e algumas manias.

O Ju teve um câncer de garganta aos três anos de idade e buscou tratamento até os sete anos. Por meio dele eu sei que a família pode ser nosso maior poder, que num momento de necessidade é quando qualquer diferença é superada para que, juntos, todos lutem por um objetivo comum. Eu soube que amor de pai e mãe não tem limites, e que esse amor os faria trocar a vida deles pela de um filho, se assim pudessem. Eu soube que nunca se supera a perda de um filho, mas que aprende-se a viver. Que o sol sempre nasce, que a chuva sempre cai, não importa que dia que seja. E isso tem um significado mais profundo do que podemos imaginar.

Por causa do Ju eu sempre achei Natal uma data muito triste, demorei um pouco para entender exatamente o porquê disso. Natal é família, e quando um não se encontra é um vazio difícil de preencher. Como filha caçula eu tinha um sentimento diferente dos meus irmãos que brincavam com ele e dos demais que o conheceram. Eu queria ter tido o Julyan de presente, pra eu poder falar dele também. Eu queria não me sentir a filha que veio de surpresa, e só agora aos 31 eu acredito que minha mãe planejou minha chegada também porque esses dias ela me disse que embora o Ju estivesse doente houve momentos muito bons, que ele não ficava sempre ruim de saúde.

Hoje eu compreendi que eu tive um irmão que não pode conviver comigo, porque há mistérios no mundo que não sabemos a razão. Porque chegou a hora dele virar um anjinho e morar no céu. Hoje eu comemoro o Natal, com minha família, mas de um jeito diferente. Não nos reunimos ao redor de uma árvore ou fazemos ceia com rabanada – apesar de eu adorar. Ficamos em silêncio apreciando a presença um do outro, contamos histórias no feriado do dia 25, às vezes até dormimos mais cedo no dia 24. Hoje Natal pra mim é, acima de tudo, presença. E, na vida, eu descobri que esse é o maior presente que alguém pode dar a quem ama muito.

Foto: Newton Medeiros, banco de imagens e divulgação


04 dez 2019
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Amor facinho

Esse amor facinho que esconde o desafio, que se sustenta numa lenda e prende o outro em um lugar fixo, confortável e acomodado; que não encara os fatos, que se diz imenso, livre e histórico mas não vê futuro e, se vê, é por comodismo ou medo de sair em busca do verdadeiro. Esse amor facinho eu não quero, pois acredito que amor mesmo é ver além, o futuro, mesmo com obstáculos e, acima de tudo, conseguir viver o presente se apaixonando todos os dias pela mesma pessoa, com seus amores e seus defeitos insuportáveis.

Esse amor facinho que gosta do controle sobre o outro, que transforma a outra pessoa tanto em escudo como em escada. Esse amor que é medo, covardia e superioridade; esse amor que se esconde de forte pelo desconforto de encarar o não. Eu dispenso esse amorzinho, que pra mim é um nó, é uma relação caminhando para a forca, é um sobre o outro e, quando a outra parte tem a oportunidade, ela revida, tamanha raiva que esse amor doentio criou. E acha que é certo devolver na mesma moeda, quando na verdade ambos sofrem nessa relação.

Esse amor facinho tem muitos disfarces, como gente bondosa demais, pessoas que são ciumentas porque cuidam do que gostam ou têm excesso de zelo, gente que gosta de ficar em casa pra curtir o outro, ao invés de sair na rua, gente que se acomoda em razão de novas perspectivas. Gente que viaja fugido de casa. Gente que é ator principal ou coadjudvante em propaganda de margarina feliz, mas, na vida real, é uma sombra de si mesmo e das assombrações que o cercam. Gente que não dorme no travesseiro, e que nunca vai saber o que é amor de verdade. Porque esse tal amor pode ser quase tudo, até agonizante, até conveniente, até feliz para porta-retratos, até bom para as finanças; esse amor facinho só não pode ser – como não é – amor.


04 dez 2019
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Espetáculo #Macbeth estreia em Goiânia

Montagem inspirada no clássico de Shakespeare expõe as crises do mundo contemporâneo.

O espetáculo #Macbeth estreia nessa sexta-feira (06) às 20h no Teatro Zabriskie, no setor Pedro Ludovico. A peça segue em cartaz com apresentações no sábado (07) e no domingo (08) e encerra a temporada no próximo fim de semana, com sessões na sexta-feira (13) e no sábado (14). O espetáculo é uma adaptação em que as referências medievais da obra de Shakespeare, com seus reinados e bruxas, são atravessadas por questionamentos do mundo contemporâneo.

No texto original, Macbeth é um general que, atiçado pela previsão de misteriosas bruxas, traça um caminho de sangue para chegar ao poder. Uma vez coroado, no entanto, percebe-se num caminho sem volta e cheio de tormentos. A partir da pergunta de quem seriam as bruxas na atualidade, o elenco chegou à criação de seres arquetípicos que levantam questões sobre os padrões de gênero, as novas demandas do feminino e as relações do homem com a natureza. As influências do mundo digital e da internet também vem à tona e justificam a hashtag do título. O espetáculo busca ainda uma ambientação mais familiar ao público, aproximando Macbeth das cores, sensações e atmosferas do cerrado brasileiro.

Hashatag Macbeth explora os temas da ambição e dos limites morais em sintonia com as crises do Brasil recente. O horror e o mistério da obra original aparecem através do clima de ameaça e instabilidade que marcam a política nacional desde 2013. Num universo onde as disputas se dão no terreno do discurso, o florescimento das fake news e dos perfis falsos nas redes sociais lançam o cidadão em confusão. As notícias falsas da internet e os memes do whatsapp promovem informações cruzadas que desorientam e excitam os ânimos. Em Macbeth, é a previsão das bruxas que desperta nas personagens uma comoção e desejo que os levam a atitudes de consequências incontornáveis.

Diz a lenda que a tragédia de Macbeth carrega uma maldição, trazendo má sorte, acidentes e até mortes cada vez que é montada. A crença existe desde a estreia em 1611, quando um ator morreu em cena, esfaqueado por um punhal de verdade. Superstições à parte, o texto é um dos mais violentos de Shakespeare, no qual abundam assassinatos, guerras e traições. Dessa vez, o elenco responsável por encarar a maldição é composto por Ludmyla Marques e Rafael Freitas, acompanhados da diretora Lina Reston, que se divide entre a cena e a direção.

Serviço:

Espetáculo #Macbeth

Dia: 06, 07, 08, 13 e 14 de dezembro

Horário: 20 horas

Local: Teatro Zabriskie

Endereço: Alameda Antônio Martins Borges Q. 89 L. 26, Setor Pedro Ludovico

Ingressos: R$20,00 inteira. R$10,00 meia

Texto/foto: divulgação.


18 nov 2019
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Grupo Solo de Dança estreia novo espetáculo “Nem a morte nos separa”

Novo trabalho, que envolve dança e teatro, leva o tema da morte para o palco com leveza e criticidade. Espetáculo dirigido por Lázaro Tuim percorrerá 6 espaços públicos de Goiânia

Dança e teatro se encontram no novo espetáculo do grupo Solo de Dança. “Nem a morte nos separa” tem estreia neste sábado, 23/11, na Praça do Crimeia Leste às 17h. Este novo trabalho do grupo leva o tema da morte ao palco de forma alegre, reflexiva e crítica. O espetáculo celebra os 23 de anos de estrada do grupo Solo e tem direção de Lázaro Tuim, da Cia de Teatro Nu Escuro. A peça ainda será repetida neste ano em mais cinco espaços públicos. As apresentações são todas gratuitas e o projeto tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. 

Quatro amigos se encontram em um velório diante de um caixão. Neste momento, traduzido como a única certeza que temos na vida, os quatro personagens revivem suas trajetórias, relembram do cotidiano exaustivo imposto pela rotina de suas vidas, rememoram as festas e os bailes que os enchiam de alegria e de paixões, para enfim, se despedirem uns dos outros.

A inspiração para este trabalho foram os cortejos fúnebres que acontecem em alguns países africanos, como Nigéria, e em cidades norte-americanas, como Nova Orleans. Neles o caixão desfila pelas ruas da cidade, embalados por música e danças. Nesta nova montagem, a sátira social vem por meio de passinhos, dancinhas e a dança contemporânea, unindo-se às danças de salão, danças populares de rua e interpretação teatral.

“Diante desse momento de despedida somos levados à melancolia e à tristeza, no entanto, como sendo nossa única certeza, por que não buscar dar à pessoa que parte uma despedida que se aproxima do que foi a pessoa em vida, alegre, divertida e dançante?”, questiona o diretor Lázaro Tuim antecipando a abordagem de sua direção ao espetáculo. Tuim também indica a importância de levar este tema aos palcos: “falar em morrer nunca esteve tão naturalizado”.

Dança-teatro

O encontro do grupo Solo com Tuim se repete depois de 10 anos, quando o ator dirigiu e coreografou, entre 2009 e 2010, o espetáculo “Hoje é Domingo” contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klaus Vianna. Lázaro Tuim é ator e um dos cofundadores da Nu Escuro, mas sua primeira experiência artística foi com a dança. Ele foi professor de dança de salão e participou de um grupo de dança contemporânea dirigido pelo Henrique Rodovalho entre 1991 e 1994. O grupo Solo, por sua vez, é formado por bailarinos que já tiveram experiências como atores e atrizes. “Foi quase inevitável não propor um trabalho híbrido entre essas duas linguagens”, explica Tuim.

Os resultados apontam, assim, para a montagem de um espetáculo de dança-teatro ou vice-versa. “Bailarinos-atores colocaram seus corpos e experiências em busca de estabelecer um jogo cênico que envolva a plateia, principalmente a plateia presente na rua”, explica Tuim indicando a vontade do grupo de ocupar os espaços públicos com este trabalho.

Sinopse completa

Quatro amigos se encontram em um velório diante de um caixão. Neste irrefutável momento, que se configura como a única certeza que temos na vida, nossos quatro personagens, revivem suas trajetórias, relembram do cotidiano exaustivo imposto pela rotina de suas vidas, rememoram as festas e os bailes que os enchiam de alegria e de paixões, para enfim, se despedirem uns dos outros. No entanto, nem a morte os separam.

Uma vez realizado o velório, o caixão sai pela cidade, carregando consigo as histórias de nossos personagens, que representam cidadãos e cidadãs que sonham, enamoram, pelejam, bailam, choram, sorriem e vivem em uma constante busca pela felicidade. Um espetáculo híbrido entre a dança e o teatro, que se apoia na trilha sonora para conduzir uma dramaturgia pensada para instigar a plateia a refletir e a participar.

FICHA TÉCNICA

Concepção do espetáculo: Lázaro Tuim e Michael Valim/  Direção Artística: Lazaro Tuim/ Coreografia: Lázaro Tuim e elenco/ Elenco: Ingrid Costa, Luciana Caetano, Milton Aires e Patrick Mendes/ Figurino: Patrick Mendes/Programação Visual: Bacae/ Sonoplastia: Rui Bordalo/ Fotografia: Layza Vasconcelos/ Registro audiovisual: Michael Valim/ Cenário: Marcos Lotufo e Izabela Nascente/Produção executiva: Jambo&Jambú

SERVIÇO: ESPETÁCULO: NEM A MORTE NOS SEPARA – GRUPO SOLO DE DANÇA

Gênero: Dança contemporânea

Classificação: Livre

Duração: 50 minutos  

Todas as apresentações são gratuitas

NOVEMBRO

23/11 – às 17h (sábado)

Local: Parça do Crimeia Leste, Goiânia – GO

(Próximo à quadra de esportes)

26/11 – às 20:00 (terça-feira)

Local: Escola Municipal Laurindo Sobreira Amaral – R. Valdir Azevedo – Jardim São José, Goiânia – GO.

*Bate papo com estudantes 

27/11 – às 18:30 (quarta-feira)

Local: Centro Cultural da UFG – (Pátio) – Av. Universitária, 1533 – Setor Leste Universitário, Goiânia – GO.

Programação FUGA – UFG

DEZEMBRO

03/12 – às 18:30 (terça-feira)

Local: IFG -Campus Aparecida de Goiânia – Av. Universitária, Quadra 1 – Parque Itatiaia, Aparecida de Goiânia – GO.

Abertura da programação Dança À Mostra – Licenciatura em Dança IFG

*Espetáculo com interpretação de LIBRAS

07/12 – às 17:00 (sábado)

Local: Vila Cultural Cora Coralina (Praça) – R. 3, s/n – St. Central, Goiânia – GO.  

*Espetáculo com interpretação de LIBRAS

11/12 – às 18:00 (quarta-feira)

Local: Calçada do Grande Hotel – Av. Goiás, esquina com Rua 3, Setor Central, Goiânia- GO.

Texto: Divulgação / Fotos: Layza Vasconcelos

Informações: Ana Paula Mota – 62 9 9941 5464 e Nádia Junqueira – 61 9 8281 0759


17 nov 2019
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Nuvem passageira

Eu sou nuvem passageira. Esse é o trecho de uma música brasileira famosa, que conheci por acaso quando namorava um músico que tocava ela no violão. Nuvem passageira pode não ser uma canção bonita, mas fala da brevidade da vida de uma forma que não chega a ser triste, mas tem uma dose de melancolia. Fico pensando em uma frase que minha mãe sempre me diz, que “quem é vivo é mortal”, e isso significa que devemos aproveitar cada instante dela. No vocabulário da minha mãe eu acrescentaria aproveitar com prudência”.


A vida é um instante. Uma dádiva que foi nos dada, vir a esse planeta-escola, pra aprender e ensinar. Tentar desvendar alguns mistérios e criar outros novos. Pra quê, então, sofrer? Por que escolher a infelicidade como fruto da conveniência ao invés de uma vida realmente feliz, nas coisas mais simples e improváveis, mas mais sinceras e verdadeiras? A vida é um presente valioso e mágico para ser desperdiçada.


Somos como nuvens, em um instante formamos desenhos e vamos além pelo poder da imaginação, outras vezes somos carregadas e fechamos o tempo, mas nos transformamos em chuva que rega a terra e faz prosperar o mundo. Assim devemos ser: viver nesse mundo tendo como foco o nosso legado, a inspiração que vamos deixar, nossa herança espiritual, digamos. Deixaremos espaço aberto para as novas gerações e outras pessoas ao nosso redor? Germinaremos como as nuvens carregadas que podem parecer assustadoras, as vezes, mas sempre iluminam o céu com o branco acinzentado em contraste com azul, e a terra com a chuva adentrando os poros e os rios nutrindo as plantas, mananciais e rios, e alegrando a fauna? Seja nuvem, passageira, mas deixe sua marca e, acima de tudo, plante e colha a felicidade todos os dias



30 out 2019
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O vento dos sonhos

Comprei um ventilador com meu primeiro salário de estágio. Bom, não exatamente o primeiro. Eu já fazia monitoria na rádio e o pouco que eu ganhava usava para a faculdade, para não ter que pedir mais dinheiro pros meus pais, já que morar fora de casa tem muitos custos. Um dia, minha mãe me perguntou porque eu não comprei nada com meu salário, pra me lembrar daquilo. Foi o que ela fez, e se lembrava até hoje.

Fiquei muito chateada na hora, eu estava usando aquele dinheiro pra me manter, com dificuldades. E aí, quando saí da monitoria para meu estágio comprei um ventilador Arno, branco, super potente. A remuneração de estagiária no tribunal de contas em que eu trabalhava era cerca de um salário mínimo, algo como 500 reais para a época, e eu paguei quase 200 reais nesse ventilador. Custou caro, eu precisava, e aquilo que minha mãe me disse havia me cutucado.

Hoje, em novembro de 2019, esse ventilador faz 10 anos de existência. Nunca imaginei que fosse durar tanto e, o curioso, é que vejo nele o retrato de uma conquista todas as vezes que vou dormir. O valor das coisas não está no preço, mas sim no significado. Eu vejo no meu ventilador velho, mas ainda potente, o quanto eu aprendi onde trabalhei, foi lá que eu comecei minha passagem entre ser estudante e ser profissional em jornalismo.

Pra mim, o vento que sai do Arno antigo, muitas vezes quente pelo calor de Goiânia, me faz lembrar que a liberdade começa no momento em que decidimos ter uma atitude diferente, esforçar naquilo que acreditamos, mesmo que encontremos muitas barreiras. Eu passei por vários enfrentamentos e dificuldades para ser jornalista, e mesmo com outras incertezas e dificuldades que sempre existem em qualquer carreira, todos os dias quando eu durmo e olho o ventilador, e sinto o ventinho dele em mim, eu sei que escolhi meu sonho.



10 set 2019
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O grupo artístico Ciranda da Gente/Seduc apresenta o espetáculo “A Jovem Guarda”

O grupo musical Ciranda da Gente/Seduc apresenta o espetáculo A Jovem Guarda”, promovido pelo Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, da Secretaria de Estado da Educação. O evento ocorrerá na terça-feira (10/09), às 20h no Teatro SESI.

  Formado por professores da rede estadual de ensino, o grupo atua de forma específica na área de música e conta com a direção geral de Luz Marina de Alcantara. Coordenado por Getúlio Chartier, o Ciranda da Gente/Seduc é composto pelos seguintes integrantes: Valéria Mendes (voz soprano), Fran Ungarelli (voz contralto), Danilo Duarte (voz tenor), Getúlio Chartier (voz baixo), Bruno Rejan (baixo elétrico), Fausto Baptista (bateria) e Marcos Santos (piano/arranjos/ direção musical).

A apreciação musical é fundamental para o bom desenvolvimento do processo educativo em música, sensibilizando a plateia e criando novos elementos de análise e reflexão, graças ao envolvimento com a performance direta. A música popular brasileira possui grande diversidade e riqueza sonora, promovendo um diálogo e comunicação direta com o público.

O grupo propõe a apreciação musical conecta ao contexto, aos compositores e aos diversos estilos e gêneros da música popular brasileira. Promove, portanto,  concertos didáticos, o que estimula os alunos da rede estadual de ensino público a participarem das aulas de música e dos projetos educacionais complementares.

SOBRE O ESPETÁCULO

            Em 1965 estreava, na antiga TV Record, um programa musical destinado ao público jovem da época, intitulado Jovem Guarda. Esse programa era levado ao ar aos domingos à tarde e era apresentado pelo trio Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. Esse trio ganhou muita popularidade por meio do programa e passou a liderar as paradas de sucesso da época, conquistando o status de ídolos da juventude juntamente com outros artistas, como Wanderley Cardoso, Ronnie Von e Jerry Adriani. Aos poucos, o nome do programa passou a ser associado ao estilo musical, ao comportamento e ao modo de vestir desses artistas, ampliando a ideia do programa televisivo para um movimento cultural brasileiro.

            Com influências diversas, vindas do rock-and-roll britânico e americano, canções românticas italianas e francesas, os artistas da Jovem Guarda criaram uma linguagem própria denominada de “Iê-iê-iê”. Suas músicas retratavam elementos e situações do cotidiano tipicamente urbano, como o uso do termo “broto” para falar de uma ‘menina nova e bonita’, e a referência aos carros (objetos que traduziam status social na época). A Jovem Guarda, além de apresentar elementos musicais, articulava aspectos simbólicos do dia a dia dos jovens nas letras das músicas, nos cenários do programa de TV e nas roupas dos artistas, delimitando claramente o que caracterizava esse momento.

            O espetáculo “A Jovem Guarda” reúne as principais músicas desse movimento numa apresentação em que todos os elementos do palco dialogam com os ambientes do período da década de 60. O cenário do espetáculo, o figurino de cada músico/cantor e as palavras escolhidas em cada fala tem como objetivo conduzir a memória do espectador para o contexto daquela época. Fazem parte do repertório canções como: Pare o Casamento, Pode Vir Quente Que eu Estou Fervendo e Festa de Arromba.

            É importante salientar que esse espetáculo não é uma imitação literal da Jovem Guarda, mas sim uma apresentação inspirada nesse movimento. Nessa releitura feita pelo grupo Ciranda da Gente/Seduc, cada artista envolvido traz também a sua personalidade. A exemplo disso destaca-se a estruturação dos arranjos musicais. As músicas são arranjadas para um quarteto vocal, em que o pianista/arranjador Marcos Santos traz suas características musicais e pessoais para cada obra. Os integrantes do grupo também compõem esse emaranhado de contribuições para a releitura da Jovem Guarda através de suas potencialidades.

SOBRE O GRUPO

O grupo Ciranda da Gente/Seduc desenvolve pesquisas no campo da educação musical e da Música Popular Brasileira (MPB). O fruto desta pesquisa reverbera em ações de apreciação musical crítica e estética de alunos e professores da Seduc-Goiás, bem como da comunidade goiana, de modo geral, por meio de apresentações didáticas e artísticas. Utiliza-se da música como apropriação reflexiva, consciente e transformadora na escola.

Uma parte importante desse trabalho está na parceria com a Webzine, que é uma revista eletrônica alimentada com arranjos musicais, técnicas vocais e contextos referentes ao tema. Tudo isso para que o professor possa acessar de seu ambiente de trabalho uma metodologia mais acessível aos estudantes. As escolas são agendadas e orientadas para receberem as apresentações culturais que acontecem dentro da sala de aula com duas turmas por apresentação, com a possiblidade de acontecer até três apresentações na data e no turno solicitado.

No ano de 2018, tivemos acesso recorde nas escolas, pois foram quase sessenta apresentações no todo com o espetáculo A Casa de Vinícius “Bossa Nova”, além de muitas agendas para este semestre.

SERVIÇO

Data: 10/09/2019 (terça-feira)

Horário: 20h

Local:  Teatro SESI (Av. João leite, 1.013, Setor Santa Genoveva. Telefone: 3269-0800)

Entrada: Doação de 2 kg de alimentos ou um livro literário. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro

Mais informações: (62) 3261-6619

Texto e foto: divulgação.


10 set 2019
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Aldeia Sesc de Artes invade Goiânia, Jataí e Itumbiara com grandes atrações

O evento terá programação acessível com intérpretes de Libras em todos os shows e espetáculos

Vem aí o maior evento cultural de Goiás! O Aldeia Sesc de Artes que invade entre os dias 7 e 20 de setembro, as cidades de Goiânia, Itumbiara e Jataí, com duas semanas de muita música, apresentações culturais, oficinas, espetáculos e muito mais. O evento terá programação acessível com intérpretes de Libras em todos os shows e espetáculos. Na capital goiana, as grandes atrações desta edição serão Diogo Nogueira, Leoni, Cássia Kis, além de grupos e artistas locais e de outros estados. A programação está imperdível e conta com apresentações no Teatro Sesc Centro, Teatro Goiânia, Teatro Rio Vermelho, Teatro Puc – campus V e Teatro Madre Esperança Garrido. A Aldeia Sesc de Artes adotou entrada “meia-solidária” em toda a programação, ou seja, quem doar 1 Kg de alimento não perecível* terá direito à meia-entrada.

Com o objetivo de promover o intercâmbio cultural, o evento já se tornou compromisso no calendário dos goianos e surpreende o público a cada edição.  Desta vez, a atriz global Cássia Kiss já se apresentou em Goiânia com o espetáculo “Meu quintal é maior que o mundo”, no Teatro da Puc, no sábado (07). Leoni sobe ao palco do Teatro Madre Esperança Garrido com seus sucessos de voz e violão, no sábado, dia 14, às 20h30. Já Diogo Nogueira se apresenta no Teatro Rio Vermelho na sexta, dia 20, a partir das 20h30, com o show “Tá faltando o quê?”.

Na programação da capital vão acontecer diversas oficinas criativas, algumas serão gratuitas, outras terão investimento no valor de R$ 10. Também serão ministrados cursos sobre artes circenses e música. Para participar é preciso se inscrever com antecedência. Os valores são R$ 25 – Trabalhadores do comércio e dependentes; R$ 35 – profissionais de artes circenses e estudantes de Cênicas; R$ 50 – público em geral. Para cursos é necessário fazer a pré-inscrição pelo site e os selecionados devem se inscrever com antecedência na unidade. As inscrições, tanto para oficinas quanto para cursos, devem ser feitas na Central de Atendimentos do Sesc Centro, na Rua 15, esquina com Rua 19 – Setor Central.

No sábado (14), o OverDoze vai reservar doze horas de uma programação imperdível, com espetáculos, contação de histórias, oficinas e lançamento do livro “Almanaque da Paz”, do escritor César Obeid. O público também vai contar com happy hour às segundas (9 e 16) e shows na hora do almoço às sextas (13 e 20), na varanda do Sesc Centro, com música e muita animação.

O Sonora Brasil, projeto nacional do Sesc, também chega à Aldeia Sesc de Artes Goiás com a força da mulher na música brasileira, sempre às 19h, no Teatro Sesc Centro. Na terça (17) tem Líricas Negras, na quarta (18) é a vez de Líricas Transcendentes, na quinta (19) Líricas Históricas e na sexta (20) Líricas Modernas. Outro projeto nacional que integra a programação é o Palco Giratório, que traz o monólogo “Traga-me a cabeça de Lima Barreto”, na quarta, dia 18 de setembro, às 20h30, no Teatro Goiânia. A entrada para os dois projetos nacionais é 1 Kg de alimento**, que deve ser trocado pelo ingresso com antecedência no Sesc Centro ou na portaria do teatro duas horas antes do início do espetáculo ou concerto.

Em Itumbiara, a programação conta com show de Leoni, o projeto Sonora Brasil, oficina e espetáculos infantis.  As atrações de Jataí serão Leoni, Sonora Brasil, shows, espetáculos, oficinas e mostras de cinema. Para conferir a programação completa, basta acessar sescgo.com.brVale lembrar que a mesma está sujeita a alterações.

Ingressos

Teatro Sesc Centro:

Espetáculos para adultos:

R$ 23 – Inteira

R$ 11,50 – Meia-entrada

R$ 10,50 – Conveniados

R$ 8,50 – Trabalhadores do comércio

Espetáculos infantis:

R$ 15 – Inteira

R$ 7,50 – Meia-entrada

R$ 15 – Conveniados

R$ 10 – Trabalhadores do comércio

Teatro Madre Esperança Garrido, Teatro Goiânia, Teatro Rio Vermelho e Teatro da Puc – Campus V

R$ 40 – Inteira

R$ 20 – Meia-entrada

R$ 15 – Conveniados

R$ 10 – Trabalhadores do comércio

Cursos

Valores:

R$ 25 – trabalhadores do comércio e dependentes;

R$ 35 – profissionais de artes circenses e estudantes de Cênicas;

R$ 50 – público em geral.

As pré-inscrições devem ser realizadas pelo site sescgo.com.br.

As inscrições devem ser feitas na central de atendimentos do Sesc Centro, na Rua 15, esquina com Rua 19 – Setor Central.

Oficinas

Valor: R$10,00

As inscrições devem ser feitas na Central de Atendimentos do Sesc Centro, na Rua 15, esquina com Rua 19 – Setor Central.

Serviço:

Aldeia Sesc de Artes invade Goiânia, Jataí e Itumbiara com grandes atrações

Onde: Teatro Sesc Centro, Teatro Madre Esperança Garrido, Teatro Goiânia, Teatro Rio Vermelho e Teatro da Puc – Campus V; Sesc Jataí, Sesc Itumbiara.

*Meia-solidária em toda a programação. Quem doar 1 Kg de alimento não perecível (exceto sal e fubá) terá direito à meia-entrada. A compra do ingresso solidário só terá validade mediante entrega do alimento na portaria do teatro.

**A entrada para os projetos nacionais Sonora Brasil e Palco Giratório será 1 Kg de alimento não perecível (exceto sal e fubá), que deve ser trocado pelo ingresso com antecedência no Sesc Centro ou na portaria do teatro duas horas antes do início do espetáculo ou concerto.

Pontos de vendasescgo.com.br 

Central de atendimentos do Sesc Centro (Rua 15, esquina com rua 19, Setor Central –  Goiânia)

Central de atendimentos do Sesc Itumbiara – Rua Severiano de Paula, Qd. 02 Lt. 17, Setor Bela Vista. Itumbiara (GO)

Central de atendimentos do Sesc Jataí – Rua Deputado Costa Lima, nº 2.034, Santa Maria. Jataí (GO)

Informações 

Goiânia: (62) 3933-1700

Para conferir a programação completa, basta acessar aquiA mesma está sujeita a alterações.

Texto: Divulgação.


07 ago 2019
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Sodade

Num domingo qualquer, decidi não cozinhar. Fui comprar uma marmita na churrascaria perto de casa e, enquanto aguardava minha vez, ouvi a conversa dos funcionários. Estavam falando com o haitiano, que estava lá a um tempo, mas mantinha o sotaque expressivo.

Porto Príncipe, capital do Haiti (Leonora Baumann / UN / MINUJUSTH)

Desde 2010 o Brasil recebe muitos imigrantes haitianos, não só por um intenso abalo sísmico que devastou o país, mas também pela fuga de conflitos políticos e crise econômica. Em Goiânia há muitos, é comum vê-los trabalhando em bares e restaurantes.

Chegando a minha vez, enquanto ele me atendia, conversei rapidamente. Confirmei que ele era do Haiti, deixou a família lá. Veio para o Brasil como tantos outros, mas a família ficou lá. “Sodade”, ele diz com um misto de sorriso e aperto no coração.

E eu passei o dia pensando naquele “sodade”, lembrando até de uma música do Salif Keita com Cesária Évora que leva esse nome. Aquele haitiano sente muita falta do seu país, da sua cultura, da sua família. Estar no brasil para ele, por mais acolhedor que seja, é como deitar numa cama com os pés de fora. É ser um peixe fora d’água, é não saber exatamente seu lugar no mundo, mas saber qual lugar deseja estar. É ter sempre “sodade”.


23 jul 2019
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Viola cabocla

O espetáculo Viola Cabocla: a história da viola cantada e contada, trata-se
de um misto teatral e musical que procura trazer algumas informações
sobre a viola – suas origens obscuras, sua vinda para o Brasil, trazida pelos
Jesuítas, e sua expansão e variações pelo imenso território nacional. O
trabalho resulta de uma seleção de músicas caipiras de raiz, feita por
Adriana Caldas (violão) e pelo violeiro Catupé. O texto é de Nilton
Rodrigues.

Viola Cabocla não é uma aula, nem mesmo um espetáculo didático,
embora seja rico em informações calcadas em séria pesquisa. A direção de
Maria Cristina Souza procurou priorizar o prazer da boa música, a fruição,
o lazer do espectador.

O espetáculo teve sua estreia na 15º Galhofada, em maio de 2018, em
Goiânia, seguindo com 9 apresentações, de junho a setembro de 2018, em
escolas do município de Senador Canedo.

Serviço

Viola cabocla
Dia: 23 de Julho (Terça no Teatro)
Horário: 20 horas
Classificação etária: Livre
Ingressos: Doação de 2 kg de alimentos ou 1 livro literário

Texto/foto: divulgação.